- PT vê traição de Rodrigo Pacheco e defende troca do candidato a governador em Minas Gerais.
- A derrota da indicação de Jorge Messias ao STF pelo Senado foi a primeira rejeição desse tipo em 132 anos.
- Pacheco nega sabotagem; aliados afirmam que almoço com Messias foi gesto de apoio, e o voto é secreto.
- Lula estaria sem confiança em Pacheco, ampliando a possibilidade de mudança de palanque em Minas, estado visto como decisivo.
- Marília Campos (PT), prevista para senadora, é citada como candidata ao governo, mas diz ser preciso aceitar a derrota de Messias.
O PT acusa o senador Rodrigo Pacheco de ter trabalhado para derrotar a indicação de Jorge Messias ao STF, anunciando a possibilidade de troca de palanque para o governo de Minas. O tom é de ruptura após a rejeição da sabatina, que ocorreu na noite de quarta-feira no Senado.
Segundo a cúpula petista, o que ocorreu mostra um atrito entre o governo de Lula e aliados de Pacheco. A liderança do PT sustenta que houve montagem para minar Messias, inclusive com a atuação de Pacheco junto ao presidente do Senado para inviabilizar a nomeação. A votação foi secreta.
O episódio marca a primeira vez, em 132 anos, que uma indicação presidencial ao STF não passa pelo crivo do Congresso. Responsáveis do PT afirmam que a indisposição com Pacheco pode afetar o apoio do governo a Minas, estado considerado decisivo para a corrida presidencial.
Mudança de palanque em Minas
Pacheco nega ter atuado contra Messias e aliados dizem que o almoço com Messias e o vice-presidente Geraldo Alckmin, dias antes da sabatina, foi apenas um gesto de apoio público. Resta confirmar se a tensão terá desdobramentos no palanque mineiro.
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, pré-candidata a senadora, surge como possível nome para o governo de Minas. Ela afirma que é preciso aceitar a derrota de Messias e manter o “bom senso” democrático, sem sinalizar apoio firme a um novo candidato.
Entre na conversa da comunidade