- Lula anunciou os débitos que entram no Novo Desenrola 2.0: cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e Fies, com lançamento previsto para 4 de maio.
- O programa prioriza renegociação de serviços (contas de luz e água) e varejo, com garantia do Tesouro por meio de fundo garantidor para reduzir o risco dos credores e reduzir juros; objetivo é ampliar o alcance para classe média baixa e trabalhadores informais.
- Sobre o Fies, o governo informou que estudantes inadimplentes deverão entrar na renegociação; cada aluno inadimplente tem, em média, dívida de cerca de R$ 46 mil, totalizando contratos ativos de aproximadamente R$ 93,8 bilhões.
- Dados de 2024 mostram inadimplência de 59,3% entre beneficiários do Fies; em 2015, esse índice era de 33%.
- No âmbito político, o pronunciamento ocorreu após a derrota do governo na manhã de 29 de abril, com a rejeição pelo Senado da indicação do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, quais débitos poderão ser negociados no Novo Desenrola 2.0. O programa será lançado na segunda-feira, 4 de maio, durante pronunciamento à cadeia de rádio e TV.
Segundo Lula, as dívidas incluídas são cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e Fies. O objetivo é limpar o nome dos devedores e recuperar crédito para as compras de fim de ano. A ideia é ampliar o alcance para a classe média baixa e trabalhadores informais.
Entre as mudanças anunciadas, há renegociação de serviços com foco em contas de luz, água e comércio varejista. O Tesouro apoiará com um fundo garantidor para reduzir o risco dos credores e baixar as taxas de juros. O programa também prevê incluir estudantes do Fies, diante do aumento do endividamento nesse grupo. Dados do Fies indicam média de dívida de R$ 46 mil por aluno inadimplente, com contratos ativos somando R$ 93,8 bilhões.
Mudanças de tema: Fies e inadimplência
O governo cita a inadimplência elevada no Fies, que atingiu 59,3% em 2024, com seis em cada dez estudantes financiados em atraso. Em 2015, a inadimplência era de 33% dos beneficiários. O objetivo é incluir esses alunos na renegociação para manter o sonho universitário.
6 X 1 e agenda econômica
Em outro eixo, o governo tem pressionado pela redução da escala de trabalho para 6 X 1, apresentado ao Congresso em 14 de abril. A proposta busca ampliar bem-estar e envolve mudanças legais amplas. A ideia é alterar regras que afetam categorias específicas.
Derrotas políticas recentes
O pronunciamento ocorreu um dia após uma derrota política no Senado, que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo. O Ministério da Justiça avalia retaliações e investiga possíveis tramitações contrárias na base aliada. A mensagem não cita explicitamente o tema.
Dosimetria: veto derrubado pelo Congresso
Ainda na quinta-feira, o Congresso derrubou o veto presidencial ao PL da Dosimetria, reduzindo penas para crimes de golpes de Estado e abolição do Estado de Direito. A medida beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 849 condenados por atos de 8 de janeiro de 2023, consolidando uma derrota para o governo.
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