- Edinho Silva, presidente do PT, afirmou que o partido cometeu um erro ao não assinar a CPI do Banco Master; o PT assinou um requerimento próprio de CPI apresentado pelo senador Rogério Carvalho, mas não subscreveu o pedido da oposição.
- A declaração foi dada em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira, 1º de maio de 2026.
- Ele disse que a base governista deveria ter assumido o protagonismo das investigações, apesar de haver percepção de que comissões de inquérito paralisam o Congresso.
- Edinho afirmou que o Banco Master foi criado e teve operações fraudulentas permitidas pelo Banco Central durante a gestão de Campos Neto, e que o presidente Lula determinou à Polícia Federal que investigasse as denúncias.
- O dirigente também criticou o ambiente político, mencionou a rejeição a nomes do governo no STF e defendeu medidas como o fim da escala 6 X 1 e a redução da jornada de trabalho para quarenta horas semanais.
O PT reconheceu ter cometido um erro estratégico ao não assinar o requerimento para a instalação da CPI do Banco Master. Edinho Silva afirmou em entrevista que o partido assinou um pedido próprio, mas não o enviado pela oposição, adotando uma postura de cautela que, na visão dele, deveria ter sido diferente.
Segundo o presidente, a base do governo não deveria desperdiçar a oportunidade de investigar as denúncias envolvendo o banco, cuja criação e funcionamento foram alvo de questionamentos sobre autorização do Banco Central em gestões anteriores.
Dossiê da CPI
Edinho Silva indicou que o PT protocolou um requerimento de CPI assinado pelo senador Rogério Carvalho, mas optou por não subscrever o pedido oposicionista. A entrada de uma comissão investigativa costuma acirrar disputas no Legislativo, impactando a condução das investigações.
Ele procurou afastar o desgaste do governo ao relacionar as denúncias à gestão passada, afirmando que as operações fraudulentas teriam sido autorizadas pelo BC durante a era anterior, e que a atuação da PF depende de instruções do presidente Lula.
Cenário político e judicial
O presidente petista criticou a rejeição do Senado ao nome de Jorge Messias para o STF, classificando o episódio como um erro que compromete a estabilidade institucional. Também questionou a derrubada do veto a um projeto de dosimetria e destacou a gravidade das tentativas de ruptura democrática.
Em relação ao universo político, Edinho apontou o peso das emendas impositivas no Orçamento de 2026, estimadas em cerca de 60 bilhões de reais, como sintoma de um modelo que ele considera enfraquecido entre Executivo e Legislativo.
Terras-raras e soberania
A entrevista abordou declarações de políticos sobre reservas de terras-raras. Edinho considerou inadequadas as propostas de monetizar minerais brasileiros para atender interesses estrangeiros, defendendo, ao contrário, um projeto de desenvolvimento nacional soberano baseado em recursos estratégicos.
Jornada de trabalho e perspectiva eleitoral
O tema da redução da jornada de trabalho foi apresentado como medida essencial para compatibilizar produtividade, renda e consumo. O PT sustenta a necessidade de avançar para 40 horas semanais, para permitir maior giro econômico com a melhoria de empregos.
Sobre 2026, Edinho reiterou a candidatura de Lula, afirmando que o atual presidente continua como líder do partido e o candidato mais adequado para conduzir o país, mesmo diante das adversidades vistas no Congresso.
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