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A maioria moderada precisa acordar no combate ao antisemitismo

Deputada britânica alerta que, além de reforços policiais, é necessária solidariedade entre comunidades para enfrentar o antisemitismo e o medo dos judeus

Interfaith activists take part in a women's walk through Golders Green in solidarity after the 29 April terror attack, 30 April 2026.
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  • Um ataque terrorista deixou a comunidade judaica britânica insegura e temerosa, com ameaças e violência em ascensão.
  • O governo planeja reforçar policiamento, proteger espaços judaicos, endurecer leis criminais e ampliar a atuação de tribunais e procuradores.
  • A comunidade pede solidariedade de não judeus e maior participação de toda a sociedade para enfrentar o antissemitismo cotidiano.
  • Exemplos de solidariedade ocorreram, como um centro muçulmano em Barnet oferecendo espaço de oração, e a sinagoga Finchley Reform abrindo suas portas para comunidades vulneráveis.
  • O apelo é para que todos se envolvam, condenem discursos antissemita e contribuam para uma sociedade mais conectada e respeitosa.

Um ataque terrorista ocorrido na última semana em Finchley e Golders Green acendeu o debate sobre antisemitismo no Reino Unido. A deputada trabalhista Sarah Sackman, representante da região, afirmou que os Jewish britânicos se sentem isolados e temerosos, mesmo diante de medidas de segurança. Ela descreveu o clima de ameaça e pediu ações rápidas do governo para proteger espaços judaicos e fortalecer leis criminais.

Segundo Sackman, houve esforços de alto nível governamental para intensificar a atuação policial, elevar a proteção de espaços judaicos e ampliar a eficácia de promotores e tribunais. A deputada enfatizou que a segurança não depende apenas de recursos, mas também de ações de coalizão para enfrentar atitudes discriminatórias que alimentam o ódio.

Em sua análise, a parlamentar destacou a necessidade de cooperação entre comunidades. Ela citou exemplos já ocorridos, como um centro musulmano em Barnet que ofereceu apoio a uma comunidade de origem somali após um ataque em 2013, com mediação de organizações da sociedade civil. Ela ressaltou ainda ocorrências de intolerância que exigem resposta de instituições e sociedade civil para além de políticas públicas.

Solidários e desdobramentos

Sackman relatou receber mensagens de apoio de diferentes regiões e comunidades, destacando o peso da mobilização popular. Questionou a ausência de grandes demonstrações de solidariedade por parte de alguns setores, chamando atenção para o papel de líderes de plataformas digitais e de instituições acadêmicas na construção de uma cultura de intolerância.

Ela advertiu que ações antipáticas no cotidiano, como comentários antisemitas em ambientes escolares ou profissionais, devem ser enfrentadas de forma imediata. Segundo a deputada, a luta contra o antissemitismo envolve não apenas medidas de segurança, mas uma transformação de atitudes em toda a sociedade.

A parlamentar encerrou ao defender que a responsabilidade não cabe apenas aos judeus, mas a toda a população britânica. Ela pediu que vizinhos se envolvam, ouçam experiências e promovam uma Britain que trate pessoas de diferentes origens com dignidade.

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