- Augusto Cury, pré-candidato do Avante, defende anistia para a grande parte dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
- Sobre Jair Bolsonaro, afirmou que consideraria sinceramente a anistia, mas que isso depende de segurança jurídica e de um juízo de valor após conhecer o processo com profundidade.
- O escritor classificou as penas do STF como altíssimas, dizendo que ultrapassaram o limite da generosidade da humanidade.
- Disse ter intercedido junto ao STF e à PGR em favor de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do batom.
- Revelou manter aconselhamento e apoio emocional a Bolsonaro, enviando livros há cerca de cinco semanas; também mencionou sequelas da facada, como hipersicatricação, volvos e torções intestinais.
O psiquiatra, escritor e pré-candidato à presidência pelo Avante, Augusto Cury, afirmou em entrevista ao CB.Poder neste sábado (2/5) que defende a anistia para a maior parte dos envolvidos nos eventos que resultaram em condenações pelo STF após os atos de 8 de janeiro de 2023. A entrevista é uma parceria do Correio com a TV Brasília.
Sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Cury disse que consideraria conceder a anistia, mas destacou que ainda não possui um juízo de valor formado, pois é preciso conhecer o processo com profundidade. A decisão, segundo ele, dependeria estritamente de segurança jurídica.
Cury classificou as penas aplicadas pelo STF como altíssimas, afirmando que teriam ultrapassado o limite da generosidade da humanidade. Em defesa do tema, o escritor disse ter atuado junto ao Supremo e à PGR em favor de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do batom, para interceder em seu caso.
Relação com Bolsonaro e apoio emocional
O pré-candidato afirmou manter contato de aconselhamento e apoio emocional com Bolsonaro. Disse ter enviado há cerca de cinco semanas vários de seus livros ao ex-presidente, com o objetivo de ajudá-lo a se tornar mais protegido emocionalmente e a manter o papel de gestor de si mesmo sob tensão.
Cury também mencionou a relevância da atuação política como forma de pacificação, citando a polarização do debate público. Em sua fala, apontou dados sociais como indicadores de situação crítica, como 8 milhões de jovens que não trabalham nem estudam, e o feminicídio de 1.560 mulheres por ano no Brasil.
Saúde, segurança e contexto social
O psiquiatra ressaltou preocupações com as sequelas físicas da facada que Bolsonaro sofreu, citando problemas como hipersicatricação, volvulos e torções intestinais, descrevendo as dores associadas ao episódio. A defesa da anistia integra sua plataforma de promoção de diálogo político e redução de atritos.
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