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Dino prorroga afastamento indeterminado do vice de Macapá

Dino prorroga afastamento do vice de Macapá por tempo indeterminado, após PF indicar risco de interferência nas investigações sobre desvio de emendas

Foto: Luiz Silveira/STF
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  • O ministro Flávio Dino prorrogou por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto, atendendo à PF.
  • A medida já havia sido decretada por sessenta dias e agora permanece até que os riscos identificados deixem de existir.
  • A suspensão impede a entrada do vice-prefeito em órgãos públicos e o acesso a sistemas e bases de dados, com possibilidade de prisão preventiva em caso de descumprimento.
  • A PF pediu prorrogação de noventa dias a duzentos dias, ou outro período adequado pelo Supremo, argumentando que o retorno poderia interferir nas investigações.
  • As investigações tratam de suspeitas de desvio de emendas parlamentares na capital amapaense, incluindo recursos para o Hospital Municipal de Macapá, com indícios de ocultação de provas e “apagão administrativo”.

O ministro Flávio Dino, do STF, prorrogou por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos). A medida segue decisão anterior que afastou também o prefeito e servidores.

A prorrogação atende a pedido da Polícia Federal, com aval da PGR, e ocorre próximo do fim do prazo inicial, que venceria em 4 de maio. O afastamento já proibia Neto de entrar na prefeitura e acessos a sistemas.

A PF aponta risco de interferência em investigações em curso caso o vice retorne ao cargo. A corporação pediu nova prorrogação de 120 dias ou outro período adequado ao STF.

A investigação mira desvio de emendas parlamentares em Macapá, com parte do recurso ligado à construção do Hospital Municipal. Em 30 de abril, a PF solicitou novo afastamento.

O município já vivenciou a renúncia do prefeito Antônio Furlan, que disputará o governo do Amapá. Furlan alegou perseguições ao anunciar pré-candidatura e pediu apoio popular.

Dino ampliou o afastamento sem prazo definido, condicionando o término ao fim dos riscos identificados. Fatos novos, como pagamentos atípicos e possível ocultação de provas, foram citados na decisão.

O ministro destacou dificuldades de investigações, como o desaparecimento de HDs, queda de sistemas e exonerações em massa. Diligências continuam, incluindo análise de celulares apreendidos, entre eles o de Neto.

A decisão mantém suspensão de investigados das funções públicas, mas não impede a continuidade das apurações. O STF pode reverter a medida conforme evolução do caso.

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