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Dirceu erra ao avaliar chances de Messias no Senado

Dirceu errou ao apostar em maioria no Senado para Messias; indicação foi rejeitada por 42 a 34, configurando derrota política gravíssima

O presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu - (reprodução/Instagram)
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  • Vinte e nove dias antes da indicação de Jorge Messias ao STF passar pelo Senado, José Dirceu dizia acreditar que haveria maioria para aprovação.
  • Em 31 de março, Dirceu afirmou haver pelo menos 41 votos favoráveis entre 81 no Senado; no dia seguinte, Messias foi indicado.
  • A indicação foi rejeitada por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
  • Dirceu, em entrevista ao Flow Podcast, classificou a derrota como gravíssima e reconheceu a perda de apoio de partidos.
  • Ele sugeriu possible motivos para a derrota: disputas com o Supremo e motivações eleitorais para enfraquecer Lula.

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu atribuiu ao governo de Lula expectativas otimistas sobre a aprovação de Messias no Senado, durante evento com o presidente em São Paulo, em 31 de março. A indicação foi anunciada no dia seguinte, 1º de abril, e seguiu para o trâmite formal no Congresso.

Dirceu dizia acreditar haver maioria no Senado para aprovar o advogado-geral Messias, considerado qualificado pela Constituição. A declaração ocorreu pouco antes da apreciação pelo plenário, que acabou por rejeitar o nome por 42 votos contra 34.

O episódio ficou marcado pela percepção de uma “derrota política gravíssima”, segundo o próprio Dirceu, em entrevista posterior. Ele citou a falta de maioria na Câmara e no Senado como fator decisivo, além de sugerir tensões entre governo e setores contrários à indicação.

Contexto e desdobramentos

O caso expõe divergências entre articuladores históricos do PT e o devido processo de escolha para o STF. Dirceu afirmou que a indicação dependia de partidos com linhas diferentes, destacando que a derrota demonstra a necessidade de ajuste político do governo e de alinhamentos entre as alas da base.

Autoridades lembram que a derrota também pode refletir fatores internos à coalizão e a disputas políticas anteriores a 8 de janeiro, sem atribuições de culpas a pessoas específicas. O episódio segue como referência para a leitura de forças políticas no Palácio do Planalto.

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