- Rubén Rocha Moya anunciou afastamento temporário do cargo de governador de Sinaloa para facilitar as investigações da Procuradoria Geral da República do México.
- O movimento ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmar que ele teria ligações com o narcotráfico.
- Rocha Moya é aliado da presidente Claudia Sheinbaum e do partido Morena; a licença visa assegurar a apuração e demonstrar inocência segundo o governador.
- Promotores do Distrito Sul de Nova York solicitaram a captura e extradição dele, de outros 9 funcionários públicos mexicanos e do prefeito de Culiacán.
- A acusação aponta propina e apoio eleitoral em 2021 para facilitar a logística de exportação de fentanil; o pedido de licença depende de ratificação da Assembleia Legislativa de Sinaloa.
O governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, anunciou nesta sexta-feira 1º de maio de 2026 seu afastamento temporário do cargo. A medida acontece após o Department of Justice dos EUA afirmar ter ligações do governador com o narcotráfico. Rocha Moya é aliado da presidente mexicana e membro do partido Morena.
A licença visa facilitar as investigações da Procuradoria Geral da República do México e demonstrar a inocência do governador, segundo comunicado oficial. A defesa classificou as acusações como falsas e dolosas, conforme o próprio Rocha Moya.
Na semana anterior, promotores do Distrito Sul de Nova York haviam solicitado a captura e extradição de Rocha Moya e de outras 9 autoridades mexicanas, incluindo o prefeito de Culiacán. Alegações apontam pagamento de propina para facilitar logística de exportação de fentanil aos EUA.
Investigação e próximos passos
A acusação sustenta que o grupo político recebeu apoio financeiro e eleitoral em 2021, em troca de facilitar a exportação de fentanil. Indiciamento aponta reuniões diretas com o grupo criminoso Los Chapitos, ligado a Joaquín Guzmán Loera.
O pedido de licença aguarda aprovação da Assembleia Legislativa de Sinaloa. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que não aceitará intervenções externas em processos internos, e a PGR mexicana informou ainda não ter evidências suficientes dos EUA.
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