- O juiz aceitou a denúncia e transformou em réus 14 acusados de envolvimento em fraudes tributárias na Fazenda de São Paulo.
- Sete réus tiveram prisão preventiva decretada por entenderem risco de interferência na produção de provas.
- O esquema, entre 2018 e 2025, manipulava processos administrativos para beneficiar empresas mediante propina.
- O auditor Rafael Valenciano seria peça central; a contadora Maria Hermínia de Jesus Santa Clara seria braço direito. Outros cinco auditores também tiveram prisão decretada.
- Cinco réus adicionais ficarão sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, incluindo familiares que teriam atuado na ocultação de valores.
O juiz Tiago Ducatti Lino Machado, da 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa de São Paulo, aceitou denúncia do MPSP e tornou réus 14 investigados em esquema de fraudes tributárias. A ação abrange auditores fiscais, servidores aposentados, contadores e operadores.
Entre 2018 e 2025, a organização foi acusada de manipular processos administrativos para favorecer empresas mediante propina, prejudicando a arrecadação estadual e gerando concorrência desleal. O MP aponta corrupção e lavagem de dinheiro na Secretaria da Fazenda paulista.
O julgamento também decretou a prisão preventiva de sete réus, por risco à produção de provas ou pela ineficácia de medidas menos gravosas. Outros cinco serão monitorados por tornozeleira eletrônica.
Perfil dos envolvidos e desdobramentos
Rafael Valenciano é apontado como peça central do esquema, com divisão de funções entre membros internos e externos à Fazenda. A defesa afirma não ter acesso aos autos para comentar o caso.
A contadora Maria Hermínia de Jesus Santa Clara seria braço direito de Valenciano, segundo as investigações, e já estava presa antes de ter nova ordem de detenção.
Entre os que também tiveram prisão decretada estão os auditores Milton Nakanishi, Fernando Iwai e Jorge David Júnior, além de Osvanir Valenciano, pai de Rafael, e Jone Balestra, amigo do grupo.
O pai seria responsável por lavar recursos obtidos ilegalmente, enquanto o parceiro seria o dono formal de empresas usadas para receber propina. Movimentações financeiras foram descritas como parte do esquema de lavagem.
A Secretaria da Fazenda já havia registrado ações anteriores, incluindo a Operação Mágico de Oz, que resultou na demissão de sete auditores e no afastamento de 17 funcionários. A investigação contínua busca esclarecer o alcance do esquema.
O MPSP informou que outros cinco réus passam por monitoramento com tornozeleira e que as defesas ainda não foram localizadas pelos jornalistas.
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