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Pauta da Classe Trabalhadora 2026–2030 é tema de debate

Conclat apresenta a Pauta da Classe Trabalhadora 2026–2030 com cinco prioridades: reduzir a jornada, negociar no setor público, regular plataformas, combater a pejotização e feminicídio

A classe trabalhadora está organizada, tem proposta e vai disputar o futuro do trabalho, afirma o articulista
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  • A Conclat, realizada em Brasília no dia 15 de abril, reuniu milhares de dirigentes e ativistas sindicais para apresentar a Pauta da Classe Trabalhadora 2026–2030 a autoridades e lideranças institucionais.
  • O documento aponta mudanças rápidas e desreguladas no mundo do trabalho e propõe reduzir a precarização, ampliar direitos e fortalecer o papel do Estado e da regulação.
  • Cinco prioridades para 2026: reduzir a jornada para quarenta horas semanais sem reduzir salário; assegurar direito de negociação no setor público; regular o trabalho em plataformas digitais; combater a pejotização como fraude trabalhista; enfrentar a violência de gênero, incluindo feminicídio.
  • A pauta defende reindustrialização com inovação, transição justa frente à crise climática, fortalecimento da proteção social e da negociação coletiva, além de maior atuação do Estado.
  • O objetivo é transformar a pauta em política concreta no Congresso, no governo e nas empresas, com o sindicalismo atuando como sujeito político na regulação do futuro do trabalho.

No dia 15 de abril, em Brasília, milhares de dirigentes e ativistas sindicais mostraram que a história ainda está em disputa. A Conclat reuniu o movimento sindical brasileiro para apresentar a Pauta da Classe Trabalhadora 2026–2030. O documento já foi entregue ao presidente Lula, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e será levado às principais lideranças institucionais.

A Pauta traça diretrizes para um projeto de desenvolvimento do Brasil em meio a transformações no mundo do trabalho. O texto aponta riscos de desregulação, queda de direitos e erosão da democracia, em meio a avanços tecnológicos, alterações econômicas globais e crise climática. O objetivo é impedir que as mudanças resultem em maior precarização e autoritarismo.

Desafios e rumo estratégico

A análise parte de um diagnóstico: mudanças aceleradas podem afetar empregos e direitos, exigindo reação política e social. O texto ressalta que, apesar de avanços desde 2023, problemas como informalidade, precarização e desigualdades persistem. Além disso, aponta a combinação de juros altos, financiarização e baixa capacidade de investimento produtivo como entrave ao crescimento.

Cinco prioridades para 2026

1. Redução da jornada para 40 horas semanais, com fim da escala 6×1, sem redução salarial.

2. Direito de negociação para trabalhadores do setor público, democratizando relações de trabalho.

3. Regulação do trabalho em plataformas digitais, assegurando direitos, transparência e negociação coletiva.

A pauta também aborda a pejotização como fraude trabalhista, defendendo combate à prática e reorganização do financiamento da seguridade. E inclui, como prioridade, o enfrentamento ao feminicídio, conectando trabalho decente a vida digna e segurança para mulheres.

Regulação, transições e o papel do sindicalismo

O documento defende uma visão estratégica de país, com investimento público, inovação e regulação por meio do diálogo social. Propõe fortalecer a negociação coletiva, ampliar proteção social, e manter o Estado como instrumento de políticas públicas. O sindicalismo seria sujeito político na regulação do futuro do trabalho.

Próximos passos

A Conclat de 2026 afirma que o futuro do trabalho não está definido apenas pela tecnologia ou pelo mercado. A força sindical busca transformar a Pauta em políticas no Congresso, no governo, nas empresas e na sociedade. O objetivo é assegurar emprego de qualidade e redução das desigualdades.

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