- O texto discute a necropolítica, conceito de quem pode viver ou morrer, aplicado à realidade brasileira e à população negra.
- O Brasil tem população negra estimada em 55,5% (segundo o IBGE), e as eleições de 2026 ganham significado para enfrentar desigualdades estruturais.
- A necropolítica se revela na violência policial contra jovens negros, na mortalidade materna desproporcional, na insegurança alimentar e no acesso precário a saúde, saneamento e moradia.
- O papel do Legislativo é central: deputados federais, estaduais e distritais e senadores aprovam leis e orçamentos que financiam políticas públicas.
- O voto deve buscar impedir a necropolítica, fortalecendo políticas de vida em educação, saúde preventiva e segurança alimentar, com foco na garantia do direito à vida.
O texto aborda a relação entre política, voto e negritude no Brasil, destacando a necropolítica como lente para entender desigualdades. A análise, escrita por Irapoan Nogueira Filho, aponta que 2026 será marcado por eleições nacionais e estaduais, com foco na população negra.
A necropolítica é apresentada como o poder de decidir quem pode viver ou deve morrer, segundo o conceito do filósofo Achille Mbembe. O texto sustenta que essa lógica atua não apenas por ações diretas, mas por negligência e omissões que afetam, principalmente, jovens negros, mulheres negras e comunidades periféricas.
Segundo a reportagem, as consequências da necropolítica aparecem na violência policial, na mortalidade materna, na insegurança alimentar e no acesso inadequado a saúde, saneamento e moradia. Esses elementos revelam, conforme o material, políticas públicas bem como a ausência delas que elevam a vulnerabilidade de corpos negros.
O artigo enfatiza que a política tradicional, com cargos, orçamentos bilionários e poder de legislar, pode desmontar ou reforçar essa engrenagem. A eleição para o Legislativo — deputados federais, estaduais, distritais e senadores — é apresentada como crucial para moldar leis, fiscalizar recursos e aprovar orçamentos.
Ao discutir o papel dos parlamentares, o texto destaca a responsabilidade de direcionar verbas para educação, saúde preventiva e segurança alimentar. Em contrapartida, afirma que desvios de finalidade e falta de fiscalização elevam a mortalidade e a fome, enquanto o uso adequado dos recursos pode ampliar o acesso a serviços essenciais.
Por fim, o material reforça que o voto não é apenas delegação de poder, mas instrumento para definir se a política continuará a favorecer a morte de parcela da população ou avançará na garantia do direito à vida. A discussão celebra a história de resistência negra frente à necropolítica e aponta as urnas de 2026 como marco para avanços reais.
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