- O PT depende do sorteio de relator no STF para tentar barrar a Lei da Dosimetria, após derrubada de parte do veto de Lula pelo Congresso.
- A propaganda é levar a corte contra a leitura fatiada do veto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que manteve trecho sob questionamento por possível conflito com a Lei Antifacção.
- Se houver ação, o processo será distribuído por sorteio entre ministros; o relator pode negar, solicitar informações ao Congresso, levar ao plenário ou impôr liminar aos colegas.
- O STF não parece disposto, no momento, a tomar decisão rápida; a ideia é evitar novo choque com o Congresso e não revisar de pronto atos do Legislativo.
- Lula vetou integralmente o texto em janeiro de 2026, alegando inconstitucionalidade e vício de processo; existe a possibilidade de o STF modular os efeitos da norma, sem anulá-la totalmente.
O PT pretende acionar o STF para questionar a Lei da Dosimetria após a derrubada de parte do veto de Lula. A ação depende de sorteio de relator entre os ministros e aval do plenário sobre a tramitação. A decisão pode atrasar ou modificar a aplicação da regra.
Quem está envolvido: Partido dos Trabalhadores, o presidente Lula, o Congresso e o Senado. O PT questiona a decisão de pautar apenas trechos do veto presidencial pelo Senado, alegando conflito com a Lei Antifacção.
Quando e onde: o protocolo da ação depende de sorteio no Supremo, após a derrubada de parte do veto pelo Congresso. O STF fica em Brasília, onde costumam ocorrer os procedimentos.
Por que: a defesa sustenta que a votação fatiada permitiu derrubar parte do veto e manter outro trecho, abrindo embasamento para o questionamento judicial. O governo aponta vício no processo legislativo.
Contexto no STF
O ambiente atual no STF é apontado como desfavorável a decisões rápidas para barrar a dosimetria. Assessores ligados a ministros veem risco de novo confronto com o Legislativo no curto prazo. A ideia é evitar escalada entre Poderes.
A avaliação interna é de que declarar a inconstitucionalidade agora ampliaria tensões com o Congresso. Nos últimos anos, o STF já enfrentou atritos com o Legislativo em temas como fake news e orçamento secreto.
Além disso, há leitura de que o STF não deve revisar com facilidade atos das presidências da Câmara e do Senado. Em casos recentes, a Corte sinalizou resistência a interferir em decisões internas do Legislativo.
O que a presidência disse
Ao vetar o projeto em 8 de janeiro de 2026, Lula citou inconstitucionalidade e indisponibilidade de interesse público. O governo apontou irregularidades na tramitação, afirmando que o Senado alterou pontos relevantes sem devolver à Câmara.
Caso o STF não derrube a lei, há a possibilidade de modular seus efeitos. A Corte poderia limitar a aplicação da norma a casos futuros ou a situações específicas, sem anular integralmente a decisão do Congresso.
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