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Quem assume a presidência dos EUA caso o presidente não possa governar

Ataque a jantar com Trump em Washington levanta dúvidas sobre a linha de sucessão e quem assume, se o presidente ficar incapacitado

Salão Oval da Casa Branca, o gabinete do presidente dos EUA
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  • O ataque de sábado a um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que contou com a presença de Donald Trump, não deixou feridos, mas levantou questões sobre quem assumiria o comando se ele ou outros membros importantes do governo fossem alvo.
  • A linha de sucessão dos Estados Unidos é prevista pela Constituição e envolve o vice-presidente, membros do Congresso e secretários de gabinete.
  • Na prática, o vice-presidente hoje seria JD Vance; se ele ficar incapacitado, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, assume; se este também estiver impossibilitado, o presidente pro tempore do Senado, atualmente Chuck Grassley, assume.
  • A ordem entre os secretários segue o tempo de criação das pastas no governo; entre os primeiros aparecem Marco Rubio (Secretário de Estado), Scott Bessent (Secretário do Tesouro) e Pete Hegseth (Secretário da Defesa).
  • Para garantir continuidade, é comum designar um sobrevivente (não presente em eventos de alto nível). O cargo mais frequentemente escolhido tem sido o da Secretaria da Agricultura; no jantar, Grassley não compareceu para evitar presença de todos na linha de sucessão.

Um jantar de gala em Washington, realizado no último sábado, contou com a presença do presidente Donald Trump e de vários altos funcionários da sua administração. O ataque ocorrido no local não deixou feridos, mas levantou questões sobre quem assumiria o comando caso Trump ou integrantes-chave do governo fossem atingidos.

A sequência de eventos reacende a discussão sobre a linha de sucessão nos EUA, prevista pela Constituição e pela prática de acordos internos entre gabinetes. A reunião envolveu o chefe do governo e membros de alto escalão, o que, em situação real, acentua a necessidade de mecanismos de continuidade.

A linha de sucessão começa pelo vice-presidente, que neste cenário é JD Vance, caso Trump seja incapaz de governar. Em caso de incapacidade de ambos, o presidente da Câmara, neste momento Mike Johnson, assume; se também estiver indisponível, assume o presidente pro tempore do Senado.

Os membros do gabinete entram na lista segundo a antiguidade de cada agência no governo. O secretário de Estado Marco Rubio aparece como primeiro nome da ordem, seguido por Tesouro, Defesa, e assim por diante, até Segurança Interna.

Sobrevivente designado é a prática de manter um funcionário afastado de eventos de alto risco, para assegurar continuidade da governança em caso de catástrofe. Não é exigido por lei, mas é comum desde os anos 1980.

Historicamente, o cargo com mais frequência designado tem sido o de Agricultura, segundo pesquisas da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara. Em 2025 e 2026, Trump indicou Doug Collins para Veteranos, conforme registros internos.

O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca costuma ter protocolo mais restrito, mas não implica automaticamente o uso do mecanismo de sobrevivente. No evento desta semana, Trump participou, assim como Vance, Johnson, Rubio e Hegseth, entre outros.

O senador Chuck Grassley, atual presidente pro tempore do Senado, não compareceu ao jantar, o que garantiu que houvesse pelo menos um membro da linha de sucessão ausente. A ausência de Grassley reduz o risco de uma transmissão de poder imediata.

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