- Em Muçum, no Vale do Taquari, pacientes do SUS são orientados a pagar por exames em clínicas conveniadas para evitar longas filas.
- A prática ocorre dentro do posto de saúde e já é alvo de investigação da Secretaria Estadual da Saúde.
- Um caso destacado envolve Marília Zenatti, cuja família foi informada de que a endoscopia custaria quinhentos reais, somando custos de ecocardiograma e ultrassonografia.
- O prefeito afirma que a cobrança é uma decisão do paciente e não obrigatória, enquanto a secretaria afirma que a cobrança ligada ao encaminhamento público é incompatível com o SUS.
- Dados de divulgação via Lei de Acesso à Informação indicam esperas superiores a setecentos dias para consultas, evidenciando fragilidade do sistema.
Em Muçum, no Vale do Taquari, pacientes do SUS estão sendo orientados a pagar por exames em clínicas conveniadas para evitar filas longas na rede pública. A prática ocorre dentro de postos de saúde e é alvo de investigação pela Secretaria Estadual da Saúde.
Segundo relatos, quem não pode esperar pelos procedimentos no sistema público pode optar pelo pagamento direto, que funciona como alternativa para agilizar o atendimento em unidades conveniadas. A abordagem tem gerado controvérsia entre gestores e profissionais.
Acompanhando um caso emblemático, a família de Marília Zenatti, paciente autista, foi informada de que a endoscopia custaria cerca de 500 reais, além de ecocardiograma e ultrassom. A renda da família, vinculada a benefício do INSS, não cobre o conjunto de despesas.
Contexto e posição oficial
O prefeito de Muçum, Amarildo Baldasso, afirmou que a oferta de convênio com prestadores é uma medida para mitigar as filas, sendo uma escolha do paciente. Quem não puder pagar permanece na fila do SUS, garantiu o gestor.
A Secretaria Estadual da Saúde anunciou que vai apurar os fatos, ressaltando que cobranças vinculadas ao encaminhamento público não são compatíveis com o SUS. Dados da Lei de Acesso à Informação indicam média de espera superior a 700 dias para consultas.
A investigação busca esclarecer se há irregularidades na prática, quais pacientes foram impactados e quais critérios orientaram as orientações dadas nos postos de saúde da região.
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