Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Secretaria de Saúde investiga cobrança de exames no SUS

Secretaria Estadual da Saúde investiga cobrança por exames no SUS em Muçum, enquanto pacientes pagam para evitar filas que ultrapassam setecentos dias

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil / Porto Alegre 24 horas
0:00
Carregando...
0:00
  • Em Muçum, no Vale do Taquari, pacientes do SUS são orientados a pagar por exames em clínicas conveniadas para evitar longas filas.
  • A prática ocorre dentro do posto de saúde e já é alvo de investigação da Secretaria Estadual da Saúde.
  • Um caso destacado envolve Marília Zenatti, cuja família foi informada de que a endoscopia custaria quinhentos reais, somando custos de ecocardiograma e ultrassonografia.
  • O prefeito afirma que a cobrança é uma decisão do paciente e não obrigatória, enquanto a secretaria afirma que a cobrança ligada ao encaminhamento público é incompatível com o SUS.
  • Dados de divulgação via Lei de Acesso à Informação indicam esperas superiores a setecentos dias para consultas, evidenciando fragilidade do sistema.

Em Muçum, no Vale do Taquari, pacientes do SUS estão sendo orientados a pagar por exames em clínicas conveniadas para evitar filas longas na rede pública. A prática ocorre dentro de postos de saúde e é alvo de investigação pela Secretaria Estadual da Saúde.

Segundo relatos, quem não pode esperar pelos procedimentos no sistema público pode optar pelo pagamento direto, que funciona como alternativa para agilizar o atendimento em unidades conveniadas. A abordagem tem gerado controvérsia entre gestores e profissionais.

Acompanhando um caso emblemático, a família de Marília Zenatti, paciente autista, foi informada de que a endoscopia custaria cerca de 500 reais, além de ecocardiograma e ultrassom. A renda da família, vinculada a benefício do INSS, não cobre o conjunto de despesas.

Contexto e posição oficial

O prefeito de Muçum, Amarildo Baldasso, afirmou que a oferta de convênio com prestadores é uma medida para mitigar as filas, sendo uma escolha do paciente. Quem não puder pagar permanece na fila do SUS, garantiu o gestor.

A Secretaria Estadual da Saúde anunciou que vai apurar os fatos, ressaltando que cobranças vinculadas ao encaminhamento público não são compatíveis com o SUS. Dados da Lei de Acesso à Informação indicam média de espera superior a 700 dias para consultas.

A investigação busca esclarecer se há irregularidades na prática, quais pacientes foram impactados e quais critérios orientaram as orientações dadas nos postos de saúde da região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais