- O TCU arquivou representação contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por uso de um jatinho ligado a Vorcaro.
- Em acórdão publicado no dia 25, o relator Antonio Anastasia afirmou não haver indícios de uso de recursos públicos pelo parlamentar.
- O processo foi encaminhado à Justiça Eleitoral.
- A decisão ressalta que o financiamento de campanha e o custeio de despesas são atribuição da Justiça Eleitoral.
- A denúncia dizia que viagens em 2022 teriam ocorrido com o jato de empresa ligada a Vorcaro, mas não foram encontradas provas suficientes para abertura de investigação.
O Tribunal de Contas da União arquivou uma representação que envolve o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o uso de uma aeronave ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O acórdão, divulgado no dia 25, aponta ausência de indícios de uso de recursos públicos. O caso foi encaminhado à Justiça Eleitoral.
Segundo o TCU, a denúncia, apresentada pelo Ministério Público, pedia apurar a origem dos recursos usados nas viagens de Nikolas Ferreira no segundo turno das eleições de 2022. Não foram encontradas provas que justifiquem abertura de investigação sobre uso de recursos públicos ou omissão de despesas eleitorais.
Decisão do TCU: o tribunal destacou que o tema envolve financiamento de campanha e custeio de despesas eleitorais, áreas sobre as quais a Justiça Eleitoral tem atribuição para apurar técnica-contábil e julgar a regularidade das contas.
As viagens teriam ocorrido durante a campanha presidencial de 2022, quando o deputado percorreu diversas regiões apoiando Jair Bolsonaro. A reportagem do jornal O Globo havia informado o uso de um jatinho de empresa associada a Vorcaro.
O gabinete de Nikolas Ferreira reagiu ironicamente às acusações, em vídeo publicado nas redes sociais, questionando a narrativa sobre o uso da aeronave. A assessoria do deputado afirmou que não havia informações públicas que indiquem irregularidades.
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