- A taxa de homicídios no Brasil caiu nos últimos dez anos, passando de 28,6 por 100 mil em 2015 para 20,8 em 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
- Distrito Federal (queda de 62,6% desde 2015), Sergipe (60,2%) e Goiás (59,3%) lideram as reduções no país.
- Os casos de sucesso envolvem integração entre polícias, uso de dados e inteligência, investimentos em tecnologia e valorização dos profissionais, além de foco em áreas estratégicamente vulneráveis.
- No Distrito Federal, o programa Segurança Integral, implementado em 2023, destacou-se pelo videomonitoramento e ações regionais com base em análises de criminalidade. Em Sergipe, avanços vêm de melhor investigação e cooperação entre forças. Em Goiás, o desempenho aparece associado a atuação integrada e investimentos em segurança, segundo o governo.
- Parlamentares e gestores aproveitam os resultados para campanhas, citando avanços na segurança pública, como no caso de Ronaldo Caiado e Guilherme Derrite.
O Brasil tem registrado queda consistentes na taxa de homicídios ao longo da última década, com dados do FBSP mostrando redução de 20,8 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2024, ante 28,6 em 2015. O tema aparece como eixo estratégico para eleições de 2026, com gestores destacando resultados e promessas de continuidade.
São Paulo continua registrando a menor taxa de homicídios do país em 2024, em 8,2 por 100 mil habitantes. Goiás figura entre as unidades com maior redução nos últimos dez anos, ficando atrás apenas do Distrito Federal e de Sergipe. O Distrito Federal, Sergipe e Goiás mostram quedas superiores a 50% no período desde 2015.
Resultados regionais e ações-chave
Em Sergipe, a ação integrada entre Polícia Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica é apontada como fundamental, aliada a investimentos em tecnologia e valorização profissional. O estado destaca ainda o uso de dados para orientar operações.
O Distrito Federal vincula a redução a ações do programa Segurança Integral, iniciado em 2023, com videomonitoramento ampliado e estratégias regionais baseadas em manchas criminais. A gestão enfatiza integração entre áreas Integradas de Segurança Pública para direcionar policiamento.
Em Goiás, a queda é atribuída a atuação integrada, uso de inteligência policial, tecnologia e capacitação, somadas a investimento contínuo em equipamentos. O governo afirma ter aplicado mais de R$ 17 bilhões em segurança pública.
Projeções e contextos políticos
Especialistas destacam a importância da continuidade de estratégias exitosas para manter a tendência de queda. Pesquisadores afirmam que a estabilidade de programas, aliada à proximidade com as comunidades, fortalece a prevenção e a resposta policial.
Analistas observam ainda que o cenário eleitoral pode valorizar agendas de segurança, com gestores exibindo resultados para candidaturas a cargos federais. A discussão permanece no âmbito técnico, com foco em dados, integração e investimentos.
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