- Gilmar Mendes defende a prorrogação indefinida do inquérito das fake news, afirmando que ele deve permanecer aberto pelo menos até as eleições.
- Ele já havia negado a prorrogação da CPI do Crime Organizado, que durou seis meses, por considerar investigações que se alongam no tempo inadequadas.
- O inquérito das fake news completa sete anos em março, e Mendes pediu a inclusão do ex-governador Romeu Zema no caso.
- Críticos veem o inquérito como ferramenta de autoproteção do Supremo Tribunal Federal e de intimidação de críticos, não apenas como apuração de fatos.
- Revelações recentes sobre ligações entre ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro reacenderam discussões sobre o uso do inquérito para pressionar adversários políticos.
Gilmar Mendes defendeu a continuidade do inquérito das fake news, argumentando que não se pode prolongar investigações sem critério. A defesa ocorreu em meio a entrevistas concedidas a veículos de imprensa nos últimos dias.
O alvo das falas foi a atuação do STF e o uso do inquérito, que já completou sete anos. Mendes afirmou que o inquérito deve permanecer aberto pelo menos até as eleições, citando relevância institucional. Não houve pronunciamento da Procuradoria sobre a prorrogação.
Além disso, Mendes já havia pedido a inclusão do ex-governador Romeu Zema no inquérito, após vídeos satíricos na internet. A defesa ressalta a necessidade de acompanhar críticas ao tribunal sem interromper investigações.
Contexto e desdobramentos
O inquérito das fake news foi aberto de ofício, sem provocação do Ministério Público, segundo críticos. A etapa atual envolve questionamentos sobre ataques ao STF e a veículos de comunicação.
Críticos apontam que o inquérito também atingiu temas distantes do Supremo, como dados de vacinação de Jair Bolsonaro. A avaliação é de que o instrumento tem servido para censurar opositores e veículos que divulgaram informações incómodas.
O tema volta ao centro das atenções após revelações sobre ligações entre ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro. A corte tem adotado decisões que moldam o ritmo do inquérito e de outras investigações internas.
A expectativa é de que o STF continue a usar o inquérito para justificar ações contra críticos, mantendo-o aberto conforme a agenda política. A avaliação entre especialistas é de que o instrumento pode permanecer ativo durante o período eleitoral.
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