- Nova rodada da pesquisa Genial/Quaest mostra dificuldade de continuidade das gestões em pelo menos oito dos dez estados pesquisados: Rio, Minas, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Ceará.
- Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas lidera com folga; em Goiás, o vice de Ronaldo Caiado também lidera todos os cenários.
- Em Minas, o governador e atual candidato a presidente, Romeu Zema, não emplaca facilmente o sucessor Mateus Simões (PSD), que aparece em quarto lugar com 4% das intenções de voto.
- Em Rio Grande do Sul, o vice Eduardo Leite apoia Gabriel Souza (MDB), que tem apenas 6% no primeiro turno, atrás de Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL).
- No Nordeste, Pernambuco e Bahia mostram vantagem de opositores nos cenários de primeiro turno; Ceará aponta vantagem de Ciro Gomes sobre o governador Elmano de Freitas em todos os cenários.
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest revela que oito governadores devem enfrentar dificuldades para manter seus cargos ou indicar sucessores nas eleições de 2026. O levantamento foi divulgado na semana passada e abrange dez estados. Rio de Janeiro, Minas, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Ceará aparecem com cenários desafiadores para a continuidade das gestões. Saem São Paulo, com Tarcísio de Freitas em vantagem, e Goiás, onde o vice de Ronaldo Caiado lidera em todos os cenários.
Especialistas ouvidos pelo jornal ressaltam que lideranças pouco conhecidas ligadas aos governadores podem ganhar projeção com o início da campanha, mas o apoio automático da máquina tende a perder força frente a eleições recentes. O efeito de adesões rápidas não é garantido, segundo a avaliação de especialistas.
Em Minas, onde Romeu Zema abriu espaço para o sucessor Mateus Simões, o PSD aponta dificuldade de alavancagem. Simões aparece em quarto lugar, com cerca de 4% de intenção de voto, segundo a sondagem.
Cenários por estado
No Paraná, Ratinho Junior aparece em posição semelhante. Sandro Alex surge na faixa de 5% a 6% no primeiro turno, ficando atrás de Sergio Moro, Requião Filho e Rafael Greca, conforme os cenários avaliados.
Em Rio Grande do Sul, o braço político do PSD, Eduardo Leite, apoia o vice Gabriel Souza. Souza registra apenas 6% no primeiro turno, atrás de Juliana Brizola e Luciano Zucco, com a ex-deputada liderando as projeções.
Perspectivas para rivais de peso
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes aparece como favorito entre os cenários simulados, com 34% a 40% no primeiro turno. Douglas Ruas fica entre 9% e 11%. No segundo turno, Paes chega a 49%, frente a 16% de Ruas.
No Pará, Daniel Santos aparece com 22% a 24% no primeiro turno, enquanto Hana Ghassan varia entre 19% e 22%. Em cenário de segundo turno, Santos vence com 34% contra 29%.
Nordeste e governabilidade
Em Pernambuco, Raquel Lyra fica atrás de João Campos no primeiro turno, com 34% ante 42%. No segundo turno, Campos lidera com 46% contra 38%.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues fica atrás de ACM Neto na parcial do primeiro turno, 41% a 37%. No segundo turno, Jerônimo marca 38% e Neto, 41%.
Ceará apresenta vantagem da oposição: Ciro Gomes lidera o primeiro turno com 41% ante 32% de Elmano de Freitas. Em possível segundo turno, Gomes aparece com 46% frente a 35%.
Análises de especialistas
Murilo Medeiros, cientista político da UnB, afirma que governistas tendem a crescer na campanha, mas transformar o apoio em capital eleitoral não é garantido. O eleitorado está mais volátil e individualizado, segundo ele.
Antônio Lavareda, outro pesquisador, aponta que candidaturas de ex-prefeitos de capitais costumam ter peso relevante. No entanto, no Ceará, um candidato com histórico de governo já consolidado tende a manter vantagem sobre o governador em exercício.
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