- O presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, afirmou ter vetado a filiação de Wilson Witzel ao partido, em meio a uma intenção de retornar ao governo do Rio; o DC abriga a pré-candidatura de Aldo Rebelo.
- Witzel foi juiz federal por 17 anos e, após aliança com Jair Bolsonaro, foi eleito governador; o mandato acabou em abril de 2021, com impeachment aprovado por 10 a 0, vinculado à Operação Placebo.
- Atualmente, Witzel é filiado ao Democrata, ex-Pequeno Partido da Mulher Brasileira; já pertenceu ao PSC, que foi absorvido pelo Podemos após não alcançar a cláusula de barreira em 2022.
- A crise política no Rio de Janeiro levou o comando do Executivo a Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, após a renúncia de Cláudio Castro, e a linha de sucessão ficou sem ocupante.
- O Supremo Tribunal Federal precisa decidir se haverá eleição suplementar ou se os deputados da Alerj definirão o ocupante do mandato-tampão.
O presidente nacional do Democracia Cristã, João Caldas, afirmou ter vetado a filiação do ex-governador Wilson Witzel ao partido. A decisão ocorreu em meio a tentativas de retorno dele ao cargo no Rio de Janeiro. O DC abriga a pré-candidatura presidencial do ex-ministro Aldo Rebelo.
Segundo Caldas, Witzel fez diversas tentativas de ingressar na legenda e organizou reuniões, mas o veto foi mantido por considerar haver já muita gente com perfis contestáveis no partido. A fala foi publicada pela Folha de S Paulo e confirmada pela reportagem da Gazeta do Povo.
Witzel teve carreira como juiz federal por 17 anos e ganhou projeção ao lado de Jair Bolsonaro, o que o levou à eleição para o governo do Rio. O mandato dele acabou em abril de 2021, após um impeachment aprovado por unanimidade, relacionado à Operação Placebo.
Atualmente, Witzel está filiado ao Democrata, antigo PMB. Ele já integrou o PSC e, depois, o Podemos, com base em reorganizações partidárias recentes. O episódio ocorre em meio a tensões políticas pela sucessão estadual.
Contexto político no Rio
A gestão estadual segue em crise, com o comando provisório exercido pelo presidente do TJRJ, Ricardo Couto. Couto assumiu após a renúncia de Cláudio Castro, diante de uma linha sucessória vazia.
A equipe jurídica do STF aguarda decisão sobre a realização de uma eleição suplementar ou a escolha do ocupante do cargo pelo voto dos deputados da Alerj. O caso define o mandato-tampão no RJ até nova definição.
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