- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo, Romeu Zema, afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal usam o cargo para enriquecimento próprio e atuam como balcão de negócios.
- Ele disse que a permanência de alguns integrantes da Corte é insustentável e que um impeachment pode ocorrer naturalmente, por perda de credibilidade.
- Zema propõe mudanças na indicação de ministros: idade mínima de sessenta anos, teto de quinze anos de atuação e escolha conjunta entre o Superior Tribunal de Justiça e o Ministério Público Federal, modelo similar ao da Alemanha.
- Ele também criticou a possibilidade de ex-advogados de presidentes serem indicados ao STF e pediu que investigações avancem, sem citar nomes.
- O ex-governador citou que o Senado tem sido omisso e defendeu reduzir o peso de decisões monocráticas, argumentando que a corte não pode agir como “incendiário” das crises, segundo suas palavras.
Romeu Zema, pré-candidato do Novo, disse neste domingo que ministros do Supremo Tribunal Federal usam o cargo para enriquecimento próprio e atuam como balcão de negócios. A afirmação foi feita em entrevista ao Canal Livre, divulgada em 3 de maio de 2026.
O ex-governador de Minas Gerais afirmou que a permanência de alguns integrantes da Corte é insustentável e que um processo de impeachment pode ocorrer de forma natural, devido à perda de credibilidade. Zema afirmou ainda que não é possível tolerar o que chamou de uso indevido do cargo.
Ele destacou que o STF não pode virar um órgão de favorecimento, e defendeu mudanças no processo de indicação de ministros. Segundo o ex-governador, ministros deveriam ter idade mínima de 60 anos e cumprir prazo máximo de atuação de 15 anos, com indicação conjunta do STJ e do Ministério Público Federal.
Propostas de Reforma no STF
Zema disse que propostas de reforma incluiriam limitar decisões monocráticas a temas menores, evitando o uso da corte para decisões de grande impacto legislativo. Ele afirmou que a atuação atual não beneficia o país e citou a necessidade de avançar com investigações envolvendo membros da Corte.
Indicação de Ministros e Ética
O ex-governador afirmou ainda que o Senado foi omisso ao não rejeitar algumas indicações de ministros do STF. Propôs impedir que ex-advogados de presidentes ocupem vagas na corte, citando, sem citar nomes, casos de ministros que atuam em defesa de ex-presidentes. A ideia é tornar o processo de escolha mais independente.
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