- Campanha de Lula busca afastar o governo do STF após a derrota de Jorge Messias.
- A equipe atribui parte das pesquisas ruins à associação do governo com o STF e ao escândalo do Banco Master, mas aponta Lula como símbolo do status quo.
- A derrota de Messias é encarada como oportunidade para Lula se desvincular politicamente da Corte.
- As segundas-feiras são usadas para reunir Lula com a equipe e definir estratégias para as eleições de outubro, com dificuldade de estabelecer um mote estável.
- O Desenrola 2.0 é visto como aposta para renovar o discurso e atrair eleitores reticentes ao alinhamento com o STF.
O PT trabalha para que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva desvincule o governo do desgaste associado ao STF e ao caso Banco Master. A estratégia inclui reformular o discurso e buscar temas que atraiam eleitores céticos com a gestão pública. A apuração é da apresentadora Tainá Falcão, com base na Bastidores CNN.
Segundo apuração, a equipe de Lula entende que o problema não é o volume de envolvimento do governo no caso, mas a própria posição do presidente como símbolo do status quo. Assim, a ideia é reduzir a associação com o STF e justificar uma mudança de tom no ciclo eleitoral.
A leitura interna é de que a derrota de Jorge Messias no STF, associada a rumores de acordo entre órgãos, abriu espaço para distanciar a imagem do governo da Corte. Com isso, Lula poderia reconquistar eleitores que pedem mais mudança e menos conflagrão institucional.
Nova linha de campanha
A cúpula da campanha se reúne às segundas-feiras com Lula para traçar o roteiro das ações até outubro. A percepção é de que falta um mote político claro e de fácil reapresentação de conquistas econômicas.
Entre as iniciativas avaliadas, surge o Desenrola 2.0 como eixo para renovar o discurso. A ideia é atrair um público que recebeu com ressalvas a relação entre governo e STF, buscando ampliar o espaço da atuação do Executivo.
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