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Falsificação de medicamentos compromete segurança de pacientes, diz Erika Diago

Falsificação de medicamentos expõe pacientes; rastreabilidade limitada ameaça tratamentos de alto custo e doenças raras, com patenteamento crucial para investimentos

Érika Diago Rufino, diretora de assuntos regulatórios na Jhonson & Jhonson Innovate Medicine - (crédito: Ed Alves - CB/DA Press)
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  • Erika Diago Rufino afirma que a falsificação de medicamentos atinge diretamente o paciente e pode comprometer o funcionamento de sistemas público e privado de saúde.
  • Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária indicam que grande parte das falsificações envolve remédios de alto custo, usados em câncer e doenças raras.
  • A rastreabilidade é um dos principais desafios, pois enquanto outros setores já possuem sistemas de monitoramento, os medicamentos ainda não conseguem ser acompanhados integralmente na cadeia.
  • A proteção patentária é crucial para o desenvolvimento de novos tratamentos: sete em cada dez medicamentos para doenças raras dependem da patente, com investimento médio de US$ 2,6 bilhões para chegar ao mercado.
  • A fala ocorreu durante o Summit Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a Interfarma.

Durante o Summit Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, Erika Diago Rufino, diretora de Assuntos Regulatórios da Johnson & Johnson Innovative Medicine, destacou o efeito da falsificação de medicamentos na saúde e no sistema de saúde.

Ela afirmou que a falsificação é crime grave e impacta diretamente o paciente que busca tratamento, citando dados da Anvisa sobre medicamentos de alto custo usados em câncer e doenças raras.

Diago enfatizou que a falsificação atinge tanto o setor público quanto o privado e apontou a rastreabilidade como um desafio. Segundo ela, apenas alguns setores já possuem sistemas de acompanhamento completos.

Para a executiva, ampliar o controle na cadeia de suprimentos é essencial para reduzir a circulação de produtos falsificados e proteger a integridade dos tratamentos.

Ela também explicou o papel da propriedade intelectual no fomento de novos tratamentos, citando que sete em cada dez medicamentos para doenças raras dependem de patentes e que o investimento médio é de cerca de US$ 2,6 bilhões para levar um fármaco ao mercado.

Rastreabilidade e investimento

A palestrante reforçou a necessidade de reforçar mecanismos de rastreabilidade para evitar desvios de produtos farmacêuticos.

Além disso, o esclarecimento sobre patentes foi apresentado como elemento central para incentivar pesquisas e o desenvolvimento de terapias inovadoras.

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