- A Justiça de São Paulo rejeitou o atestado de sanidade mental do juiz estadual aposentado que usava um nome inglês falso por aproximadamente quarenta e três anos.
- O laudo do Imesc indicava que ele tinha consciência de seus atos, mas o juiz responsável entendeu que a perícia foi insuficiente para diagnosticar transtorno de personalidade.
- Foi determinada uma nova avaliação pericial, a ser realizada por um perito de confiança do magistrado, o psiquiatra Guido Palomba.
- O advogado de defesa, Alberto Toron, criticou a perícia do Imesc, dizendo que foi muito ruim e incompleta.
- O Ministério Público não se posicionou, alegando que o processo corre em segredo de Justiça; o Imesc não respondeu até o momento.
A Justiça de São Paulo rejeitou o atestado de sanidade mental do juiz estadual aposentado que usou um nome inglês durante 43 anos. O laudo, feito pelo Imesc, indicava que ele tinha consciência de seus atos, mas a decisão aponta falhas na avaliação.
O juiz Fabricio Reali Zia afirmou que o método empregado pelo Imesc, instituição vinculada à Secretaria de Justiça, é insuficiente para diagnosticar transtorno de personalidade. Com isso, a avaliação não sustenta, por si só, a responsabilização pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso.
A defesa sustenta que a perícia foi inadequada e completou o argumento com a necessidade de um novo exame. O advogado Alberto Toron informou que um perito de confiança vai, então, elaborar um novo laudo. O escolhido é o psiquiatra Guido Palomba, conhecido por atuação em casos midiáticos.
O Ministério Público paulista não se posicionou sobre a decisão, alegando que o processo tramita em segredo de Justiça. O Imesc não respondeu até o momento. O caso continua em análise, com novas etapas a serem definidas pelas partes e pelo juízo.
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