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Líder do governo atribui rejeição a Messias a abafar Caso Master e defende CPIs

Líder do governo defende CPMI e CPI do Banco Master para esclarecer rejeição de Messias e mostrar que não houve acordo para abafar a investigação

Deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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  • O governo sofreu revés no Congresso com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, segundo o líder da bancada, Paulo Pimenta.
  • Pimenta defende a instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito para investigar o Banco Master, para demonstrar que a rejeição não ocorreu em um “acordão” institucional.
  • Ele informou que Lula deve encaminhar uma nova indicação ao STF, ressaltando que a prerrogativa é da Presidência.
  • Em almoço com autoridades do Planalto, participaram Randolfe Rodrigues e José Guimarães; o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, não participou.
  • Pimenta afirmou que pautas do Executivo, como fim da escala 6×1, Marco Legal dos Minerais Críticos e PLP dos Combustíveis, continuam no radar, independentemente de tensões entre Câmara e Senado.

O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), atribuiu a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF a uma tentativa de abafar investigações sobre o Banco Master. Ele defende a instalação de CPMIs no Congresso para apurar o caso.

Pimenta afirmou em entrevista ao Valor que o Congresso precisa demonstrar que o veto não integrou um acordão entre setores institucionais para evitar a apuração. O objetivo é mostrar transparência à sociedade sobre o tema.

A fala ocorre após reunião do Planalto com lideranças do governo, nesta segunda-feira. Participaram Randolfe Rodrigues, José Guimarães e o próprio Pimenta; Jaques Wagner ficou de fora do encontro com o presidente Lula.

Pimenta disse que a negativa do Senado surpreendeu o governo, uma vez que Messias tinha boa trajetória jurídica e reputação ilibada. O deputado questionou quais interesses teriam influenciado a rejeição.

Para o governo, a próxima etapa envolve uma nova indicação presidencial ao STF. Segundo o parlamentar, cabe ao presidente da República exercer a prerrogativa constitucional, sem abrir mão da autoridade institucional.

Repercussões no Congresso

Pimenta minimizou impactos na relação entre as casas e afirmou que a pauta do governo permanece prioritária. O foco atual inclui projetos como o fim da escala 6×1, o Marco Legal dos Minerais Críticos e o PLP dos Combustíveis.

O deputado não citou retaliações contra siglas da base, como o MDB. Afirmou que a posição de partidos não revela um real alinhamento com o Planalto, e que o retrato do momento envolve autoproteção de setores diante de uma possível continuidade na investigação do Master.

Segundo Pimenta, o episódio não foi movido por questões partidárias, mas por uma percepção de risco institucional ligada ao avanço de investigações. O governo permanece atento aos desdobramentos políticos e legais do caso.

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