- Lula descartou Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição da indicação de Jorge Messias; Pacheco pode ir para o Tribunal de Contas da União (TCU).
- A ideia de remanejar Pacheco surgiu durante as tentativas de recompor relações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que derrotou Messias no plenário.
- A aposta atual é que Pacheco ocupe a vaga deixada por Bruno Dantas no TCU, caso o ministro deixe o tribunal; nesse cenário, a indicação caberia ao Senado.
- Bruno Dantas vinha cogitando sair para a iniciativa privada desde o fim de seu mandato, em janeiro, mas ainda não há decisão tomada.
- Se Dantas permanecer no cargo, Pacheco estaria alinhado a uma denúncia de candidatura ao governo de Minas Gerais, com apoio de Lula, mantendo o embate entre o governo e Alcolumbre nos bastidores.
O presidente Lula descartou o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a vaga ainda aberta no STF após a rejeição da indicação de Jorge Messias na semana passada. A hipótese de Pacheco ganhou força por ter apoio de Davi Alcolumbre e do ministro Alexandre de Moraes, o que pesou contra a escolha.
A confirmação sobre o fim da possibilidade de Pacheco para o STF traz o viés de que ele pode ser indicado ao TCU, a depender de movimentos do senador Alcolumbre. Bruno Dantas deixaria o cargo caso siga para a iniciativa privada, abrindo espaço no tribunal de contas.
Possível destino no TCU
A outra frente envolve Bruno Dantas. O ministro ainda avalia a saída para o setor privado, decisão que pode depender de condições pessoais e institucionais. Se Dantas permanecer, a escolha para o TCU pode recair sobre Pacheco, com indicação do Senado.
Até o momento, Pacheco vinha sinalizando pré-candidatura ao governo de Minas Gerais com o apoio de Lula. A derrota de Messias para o STF também foi atribuída a desalinhos políticos envolvendo o governo e aliados, incluindo o próprio Pacheco, segundo avaliações do entorno.
Caso haja superação de rusgas entre Lula e Pacheco, permanece a possibilidade de o senador manter a pré-candidatura mineira. A decisão final depende de desdobramentos oficiais e de acordo entre as lideranças do governo e do Congresso.
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