- A Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal vão refazer a delação do empresário Maurício Camisotti sobre fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
- Camisotti está preso desde o fim de 2025, e a Polícia Federal identificou inconsistências na versão apresentada, levando ao reinício das tratativas.
- Em fevereiro, a PGR informou ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a delação não teria validade jurídica se firmada apenas pela Polícia Federal.
- No novo andamento, PF e PGR conduzirão a delação em conjunto, com participação de investigadores e procuradores nos depoimentos.
- Camisotti atua no setor de saúde e controlava entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão com as fraudes; não há prazo definido para a conclusão nem definição sobre a validade final do acordo, que ainda precisa ser validado pelo ministro do STF.
A Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) decidiram refazer a delação do empresário Maurício Camisotti, ligado a irregularidades investigadas pela PF. As novas tratativas ocorrerão de forma conjunta, com participação de investigadores e procuradores.
Camisotti foi preso no fim de 2025 em operação da PF que apura fraudes envolvendo descontos associativos irregulares. A PF identificou inconsistências na versão apresentada pelo empresário, o que motivou a reabertura do acordo.
Em fevereiro, a PGR havia sinalizado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que a delação não possuía validade jurídica se firmada apenas pela PF. A decisão atual envolve a retomada do acordo com participação mútua.
No novo formato, o depoimento deverá ocorrer com a presença de equipes da PF e da PGR, buscando maior robustez documental. Camisotti atua no setor de saúde e administrava entidades que teriam faturado mais de 1 bilhão de reais com as fraudes.
Não há prazo definido para a conclusão da nova delação. Após a conclusão, o material precisa ainda passar pela avaliação do ministro Mendonça para validação final.
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