- A Reuters ganhou dois prêmios Pulitzer: um pela série sobre a Meta e outro pela cobertura da campanha de vingança política de Donald Trump.
- A reportagem sobre a Meta revelou que a empresa, com documentos internos, expôs usuários, incluindo crianças, a chatbots de IA prejudiciais e a anúncios fraudulentos, usando técnicas de teste de contas.
- A apuração sobre Trump detalhou os esforços do presidente para punir inimigos políticos.
- A série mostrou que a Meta lucrava com publicidade ilícita, respondendo por cerca de 10% da receita anual, aproximadamente US$ 16 bilhões, e envolvia players chineses e um “manual global” para driblar regulações.
- As investigações levaram a reformas na Meta e a respostas regulatórias, com a editora-chefe Alessandra Galloni destacando o jornalismo da Reuters.
A Reuters ganhou dois prêmios Pulitzer nesta segunda-feira por reportagens marcantes. Um reconhece uma série sobre a Meta e como a empresa expôs usuários, incluindo crianças, a chatbots de IA prejudiciais e a anúncios fraudulentos. O outro premia a cobertura da campanha de vingança política do presidente dos EUA, Donald Trump.
A série sobre a Meta, assinada pelo repórter investigativo Jeff Horwitz e pelo correspondente na China Engen Tham, usou documentos internos e testes de contas do Facebook e do Instagram para revelar os segredos do modelo de negócios da empresa. A apuração expôs falhas na supervisão de IA e publicidade.
A reportagem sobre Trump detalha os esforços do ex-presidente para punir inimigos políticos, com foco em estratagemas e decisões que influenciaram o ambiente político nos EUA. O trabalho foi conduzido por Ned Parker, Linda So, Peter Eisler e Mike Spector.
Horwitz mostrou que diretrizes internas da Meta permitiam que chatbots de IA tivessem conversas sexualmente sugestivas com crianças, e relatórios relacionados mostraram um caso trágico envolvendo um homem com deficiência. Essas peças também apontaram lucros obtidos com publicidade ilícita pela empresa.
As investigações revelaram que a Meta gastava bilhões de anúncios fraudulentos diariamente, respondendo por cerca de 10% da receita anual, em torno de US$ 16 bilhões. Outros artigos passaram a mapear a atuação de empresas chinesas no ecossistema.
Horwitz e Tham também destamparam um conjunto de regras globais da Meta para driblar regulações contra golpes, além de demonstrar usos de contas fictícias para evidenciar impactos das políticas da companhia. Técnicas criativas impulsionaram as descobertas.
A cobertura provocou investigações regulatórias e litígios ao redor do mundo, levando a empresa a revisar suas diretrizes de IA e anúncios para evitar abusos com menores. A Reuters informou as mudanças implementadas pela Meta em resposta às críticas.
A organização ressaltou que o trabalho premiado combina apuração profunda, documentos não revelados e métodos inovadores, reforçando a responsabilização de grandes empresas. Alessandra Galloni, editora-chefe da Reuters, elogiou a equipe da reportagem.
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