- O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira, por ordem do STF, na quarta fase da operação Unha e Carne, investigando fraudes na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.
- Além dele, foram cumpridos seis mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
- A PF acredita que licitações da secretaria foram direcionadas para favorecer empresas ligadas à suposta organização criminosa, com indícios de fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.
- A operação ocorre conforme parâmetros do ministro Alexandre de Moraes, com foco na asfixia financeira e na ruptura de conexões com agentes públicos.
- Thiago Rangel integra a base do governo de Cláudio Castro; em outubro de 2025, sua filha Thamires Rangel deixou a função de subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade e voltou a ser vereadora de Campos dos Goytacazes.
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso nesta terça-feira pela Polícia Federal, na quarta fase da operação Unha e Carne, menor de idade? Não. acusado de participação em esquema de fraudes na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. O mandado de prisão foi expedido pelo STF.
Além de Rangel, a ação cumpriu outros seis mandados de prisão e 23 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e nos municípios de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. Segundo a PF, licitações da secretaria teriam sido direcionadas para favorecer empresas ligadas à organização criminosa.
A força-tarefa aponta que os alvos responderão por fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro, entre outros possíveis delitos que possam surgir no decorrer da investigação. A operação ocorreu dentro dos parâmetros fixados pelo ministro Alexandre de Moraes na ADPF das favelas, com foco na ruptura de conexões com agentes públicos.
Prisão e desdobramentos da operação
A PF informou que as investigações apontam direcionamento de contratos para empresas associadas à suposta organização criminosa, com impactos na licitação da Secretaria de Educação. As diligências confirmaram a participação de diversos envolvidos no esquema.
Segundo o órgão, o objetivo da ação foi desarticular a rede que movimentava recursos públicos, provocando prejuízos e fortalecendo o esquema de corrupção. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e em municípios vizinhos, conforme dados oficiais da PF.
Relação de Thiago Rangel com o governo estadual
Rangel integrou a base do governo de Cláudio Castro (PL). Em outubro de 2025, sua filha Thamires Rangel (Democrata, antigo PMB) foi nomeada subsecretária estadual adjunta de Ambiente e Sustentabilidade, na pasta comandada pelo ex-deputado Bernardo Rossi (Solidariedade).
Na sexta-feira anterior à prisão, Thamires anunciou deixação do cargo, agradecendo a Castro e Rossi, retornando ao cargo de vereadora em Campos dos Goytacazes. A Registers de apuração aponta que a família manteve vínculos próximos ao governo.
A operação também abalou a linha de liderança do Executivo estadual, que já enfrentava desdobramentos políticos sucessórios. O presidente do TJRJ, Ricardo Couto, passou a assumir temporarily a coordenação administrativa, com definição de um possível mandato-tampão.
Observação: a Gazeta do Povo informou ter buscado posicionamento da Alerj, de Thamires e da defesa de Thiago Rangel, sem retorno imediato até o fechamento desta matéria.
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