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DeepMind no Reino Unido vota por sindicato em meio a acordo com EUA

Trabalhadores do Google DeepMind no Reino Unido votam pela sindicalização, citando acordo com o Pentágono e preocupações com uso militar da IA

Workers at Google DeepMind, the company’s AI research laboratory, requested recognition of the Communication Workers Union and Unite the Union as joint representatives of the lab’s UK-based staff.
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  • Trabalhadores da DeepMind no Reino Unido votaram para se sindicalizar, em parte devido a um acordo entre a Google e o Departamento de Defesa dos EUA anunciado na semana passada.
  • Eles pediram o reconhecimento conjunto da Communications Workers Union (CWU) e Unite the Union como representantes dos funcionários do laboratório no Reino Unido.
  • Um dos trabalhadores afirma que a movimentação foi impulsionada por preocupações sobre uso de IA para autoritarismo, militarização ou vigilância, incluindo o uso por forças armadas.
  • A notícia também aborda a pressão interna após a Google ter deixado de se comprometer a não desenvolver IA militarizada e a participação da empresa em contratos com governos israelense e outras iniciativas discutidas no contexto de debates sobre ética em IA.
  • Na sexta-feira, o Pentágono confirmou acordos com sete grandes empresas de IA, incluindo a Google, para acelerar a transformação de uso da IA pela defesa, com outros nomes citados como SpaceX, OpenAI, Nvidia, Microsoft e Amazon Web Services.

Os trabalhadores da DeepMind, laboratório de IA do Google, no Reino Unido, votaram pela sindicalização. A nova mobilização ocorreu em meio a informações sobre um acordo entre o Google e o Departamento de Defesa dos EUA, anunciado na última sexta-feira.

Os funcionários pediram o reconhecimento sindical do Communication Workers Union e do Unite the Union como representantes da equipe britânica. O objetivo é ampliar a participação nas decisões sobre o uso de IA pela empresa.

A votação, que ocorreu em abril, ganhou força após relatos de um acordo com o Pentágono e de tensões envolvendo o debate sobre o uso da IA em contextos militares e de vigilância. A denúncia citou ainda desavenças com a Anthropic.

Um dos trabalhadores pediu anonimato, citando temores de retaliação. Eles dizem que a sindicalização oferece um caminho formal para pressionar mudanças na política interna da empresa.

Outro colaborador, também anônimo, mencionou desconforto com a eventual contribuição da empresa para conflitos internacionais, incluindo a visão de que a tecnologia poderia favorecer ações de estados em guerras ou repressão. A reportagem não confirmou oficialmente esse ponto.

Situação do acordo com o governo

Na sexta, o Pentágono confirmou acordos com sete grandes empresas de IA, entre elas o Google, SpaceX, OpenAI, Nvidia, Microsoft e AWS. A declaração enfatizou o avanço de uma postura de IA centrada no uso militar, com ênfase em superioridade de decisão.

As negociações sobre ética e governança da IA permanecem em discussão, com propostas de estabelecer órgãos independentes de ética e diretrizes sobre usos sensíveis. O conteúdo contratual com o governo inclui cláusulas de supervisão humana em decisões críticas.

Profissionais de tecnologia têm pressionado pela transparência e pela limitação de aplicações prejudiciais. Em 2025, uma carta aberta assinada por mais de 600 funcionários pediu à liderança que não disponibilizasse IA para uso classificado sem salvaguardas.

Historicamente, o Google já enfrentou protestos ligados a contratos militares, como o Maven, iniciado em 2018 e não renovado em 2019. O episódio resultou em mudanças de políticas sobre IA e armas, ainda que outras empresas tenham seguido com projetos similares.

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