- Eduardo Bolsonaro confirmou que será suplente de André do Prado (PL) na disputa ao Senado por São Paulo, com Prado como candidato principal.
- Ele também anunciou que apoiará o correligionário, alinhando-se a Valdemar Costa Neto, e que sua própria candidatura permanece como suplência.
- A estratégia busca reacender a presença de Eduardo no jogo político, mesmo com ele em exílio nos Estados Unidos por questões judiciais.
- Membros do PL apontam que o ex-deputado pode chegar a cerca de 30% de recall nas pesquisas, destacando a influência de Prado na chapa.
- Há resistência interna no PL, além de dúvidas sobre a viabilidade jurídica da configuração e sobre quanto Eduardo consegue transferir de votos como suplente.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro confirmou, nesta terça-feira, 5, que será suplente de André do Prado na disputa ao Senado por São Paulo. Ele também informou que, mesmo assim, deverá apoiar Prado, que é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e figura fiel de Valdemar Costa Neto. A confirmação ocorre após meses de indefinição e em meio a questionamentos sobre a sua possível volta ao Brasil.
Em vídeo divulgado ao lado de Prado, Eduardo informou a nova configuração da chapa. A manobra é vista por próximos ao PL como estratégica para fortalecer a campanha ao Senado no maior colégio eleitoral do país e, ao mesmo tempo, permitir a reentrada de Eduardo no cenário político após mais de um ano no exterior, sob a alegação de perseguição judicial.
A aliança é apresentada como forma de potencializar a candidatura de Prado e ajudar o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de sustentar o palanque do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na região. Eduardo tem retorno de apoio interno ao uso da liderança de Prado para ampliar sua própria visibilidade.
Apoio e desdobramentos
Membros do PL avaliam que Eduardo pode transferir apoio eleitoral de segmentos relevantes dentro de São Paulo, com relatos internos de que seu recall poderia chegar a cerca de 30% entre eleitores que conhecem seu nome. A estratégia, porém, ainda depende da viabilidade jurídica da composição anunciada, uma vez que a cassação por faltas na Câmara poderia abrir debate sobre a elegibilidade de Eduardo.
Há resistência interna na legenda, principalmente entre alas mais ideológicas, que contestam a abertura de espaço para André do Prado na chapa. A ideia de que Prado atuaria como um contraponto direto a Eduardo vem sendo discutida entre interlocutores, indicando tensão interna sobre o papel de Prado na candidatura.
Desafios legais e cenário eleitoral
Outro ponto que preocupa o PL é a possibilidade de questionamentos jurídicos. Reportagens indicam que a configuração da chapa pode enfrentar obstáculos legais, incluindo eventual inelegibilidade de Eduardo caso haja contestações relacionadas à cassação. A operatividade da aliança depende, portanto, de decisões judiciais que definam a viabilidade da candidatura.
Com o aval de Eduardo, o PL busca consolidar uma estratégia que combine a presença de um nome com forte recall em São Paulo e a capacidade de articular apoio entre lideranças estaduais. A repercussão da dupla deverá ficar condicionada aos desdobramentos jurídicos e aos resultados de pesquisas internas sobre transferência de votos.
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