- A PEC da Segurança Pública, ligada a Ricardo Lewandowski, perdeu força no Senado e não deve ser votada neste ano.
- A retomada do tema só está prevista para 2027, após as eleições de 2026, conforme apuração da jornalista Julliana Lopes.
- As principais discordâncias envolvem banco de dados, financiamento e, principalmente, o comando das polícias nos estados.
- O governo federal defende maior integração, enquanto governadores resistem a qualquer interferência da União em assuntos estaduais.
- Além das dificuldades legislativas, o PT é apontado como responsável por apresentarem menos soluções de segurança públicas com apoio popular, com o estado da Bahia citado como exemplo de fragilidade administrativa.
A PEC da Segurança Pública, antiga aposta do governo federal, perdeu força no Senado e dificilmente será votada neste ano eleitoral. Segundo apuração da analista Julliana Lopes, o tema deve retornar apenas em 2027, após as eleições.
A proposta, associada a Ricardo Lewandowski quando ministro da Justiça, buscava abrir caminho para tratar da segurança em ano eleitoral. Pautas como Antifacção passaram à frente, deixando a PEC em segundo plano.
Entre os entraves estão banco de dados, financiamento para políticas de segurança pública e, principalmente, o comando das polícias nos estados. Governo federal defende maior integração; governadores resistem a interferência da União.
Cenário no Senado
A conjuntura é desfavorável ao governo. Na última semana, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF e derrubou a proposta de dosimetria, em movimento articulado com a Câmara. O Legislativo sinaliza dificuldade de apoio à agenda.
Para a analista, o PT enfrenta desafio histórico em apresentar soluções de segurança públicas populares. A Bahia, administrada pelo PT há longos períodos, é citada como exemplo de fragilidade comunicativa e de gestão de políticas de segurança.
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