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PF aponta vínculo de Bacellar Thiago Rangel em esquema de lavagem de dinheiro

PF aponta relação entre Thiago Rangel e organização criminosa responsável por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em obras de escolas estaduais

Decisão de Moraes detalha funcionamento e conexão com operação que mirou em postos de combustíveis. (Foto: Alex Ramos/Alerj)
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  • A Polícia Federal aponta vínculo entre Bacellar, Thiago Rangel e esquema de lavagem de dinheiro ligado a obras em escolas estaduais do Norte Fluminense.
  • A conclusão integra a quarta fase da operação Unha e Carne, ligada a investigações sobre desvio de recursos públicos e relacionamento com a operação Postos de Midas.
  • Planilha encontrada no gabinete de Rodrigo Bacellar indica que Rangel tinha poder para indicar pessoas, incluindo vagas ligadas ao Ipem-RJ em Campos dos Goytacazes.
  • A PF aponta que, após a criação da planilha, o cargo de superintendente do Ipem-RJ ficou com Fabio Pourpaix, braço direito de Rangel, já preso em 2022 por compra de votos.
  • A defesa de Thiago Rangel afirmou surpresa com a operação e informou que o deputado nega ilícitos, colaborará com os esclarecimentos e confia no devido processo legal.

A Polícia Federal apontou vínculo entre Bacellar Thiago Rangel e um esquema de desvio e lavagem de dinheiro. A investigação, que resultou na prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel Lima, do chefe de gabinete Fabio Pourpaix, de Azevedo e da diretora regional de Educação do Norte do Rio, Júcia Figueiredo, flagrou uma organização criminosa ligada ao poder na região. O foco é o desvio de recursos públicos e a lavagem de dinheiro sob a influência do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

A apuração integra a quarta fase da operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira. O STF determinou prisões e afastamentos. A PF ligou o esquema a atividades de obras de reformas em escolas públicas estaduais do Norte Fluminense, com direcionamento a empresas alinhadas ao grupo criminoso para facilitar repasse de verbas desviadas.

Novos indícios surgiram a partir de um computador apreendido no gabinete de Bacellar, apontado como líder. Entre os dados, constava uma planilha com deputados e campos que indicavam pedidos de recursos. Segundo a PF, Rangel teria influência em diversas indicações, inclusive a Ipem Campos, vinculada à Ipem-RJ.

Foi identificado que o cargo de superintendente de Campos dos Goytacazes foi ocupado por Pourpaix poucos dias após a criação da planilha. Ele já havia sido preso em 2022 por compra de votos em favor de Rangel. Mensagens revelaram ameaças envolvendo terceiros para forçar mudanças de cargos na prefeitura.

A investigação aponta que a Alerj, sob a gestão de Bacellar, ampliou sua influência sobre decisões de prerrogativas do governador, incluindo nomeações de secretários de Fazenda, Assistência Social, Educação, Polícia Militar e Polícia Civil. Também foi apurado um esquema de contratações irregulares na Câmara de Campos dos Goytacazes e na Emhab, com desvio de recursos lavados por meio de uma rede de postos de combustível controlada por Rangel.

A PF sustenta a possibilidade de o esquema ser mais amplo no estado, mas a peça apresentada até o momento envolve a Diretoria Regional Noroeste da Seeduc. A defesa de Thiago Rangel afirmou, pelas redes sociais, que o deputado nega ilícitos, que está colaborando com as perícias e que aguarda os desdobramentos legais.

A Gazeta do Povo encaminhou buscas por manifestações das defesas de Bacellar, Júcia e Pourpaix; o espaço permanece aberto para respostas. A reportagem não traz, neste momento, conclusão sobre o caso.

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