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Presidente da CCJ do Senado adia votação da PEC da autonomia do BC

Presidente da CCJ adia votação da PEC da autonomia orçamentária do Banco Central, após Davi Alcolumbre decidir sessões semipresenciais, com avanço improvável neste ano

Senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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  • O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar, adiou a votação da PEC que confere autonomia orçamentária ao Banco Central.
  • A mudança ocorreu por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de manter sessões semipresentes nesta semana, devido ao período eleitoral.
  • Otto Alencar afirmou que uma PEC tão complexa deve ser discutida presencialmente, com a participação de todos os senadores na CCJ.
  • O governo é contrário à votação da proposta neste ano eleitoral; o Banco Central tem recebido apelos para que a matéria seja apreciada.
  • O relator, Plínio Valério, acatou proposta da Advocacia-Geral da União, mantendo o BC como entidade pública de natureza especial com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), adiou a votação da PEC que confere autonomia orçamentária ao Banco Central (BC). A decisão acompanha a mudança de pauta promovida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A apreciação da PEC deveria ocorrer nesta quarta-feira (6), mas foi remarcada. A suspensão acontece porque Alcolumbre decidiu manter sessões semipresenciais nesta semana, já que parte dos senadores está em seus redutos eleitorais para o pleito deste ano.

Otto Alencar informou que uma matéria tão complexa precisa de debate presencial, com a presença de todos os senadores interessados no plenário da CCJ. A previsão de votação foi adiantada devido a essa condição logística.

O BC tem apoio de seu presidente, Gabriel Galípolo, que tem feito apelos aos senadores para que a matéria seja apreciada. Do lado contrário, o governo e parlamentares alinhados à agenda eleitoral manifestam cautela quanto ao avanço neste ano.

O relator da PEC, senador Plínio Valério (PSDB-AM), sustenta a classificação do BC como uma entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira, dentro do setor público financeiro.

Mesmo com a argumentação do relator, parlamentares favoráveis à autonomia divergiram sobre a viabilidade de avançar com a proposta neste ano. Supostas falhas de fiscalização do BC, apontadas por alguns, também são citadas como entrave.

A decisão de adiar a votação acompanha o contexto de resistência ao tema no momento eleitoral. O governo não vê urgência em aprovar a autonomia do BC antes das eleições de fim de ano.

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