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Bolsonaro pode ser liberado da prisão no início do ano que vem

Bolsonaro pode deixar a prisão no início do próximo ano, com redução de pena para condenados pela invasão de 8 de janeiro de 2023, conforme Moraes

Jair Bolsonaro — (Sergio Lima/AFP)
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  • Jair Bolsonaro pode ser liberado da prisão em regime fechado no início do ano que vem, conforme previsões de parlamentares que conduziram a lei de redução de penas.
  • Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, com possibilidade de redução para dois a quatro anos, dependendo da interpretação das novas regras.
  • O relator do processo no Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ficará responsável por definir o tamanho do desconto e a progressão de regime.
  • O governo acompanhou as negociações, Lula vetou o projeto e Câmara e Senado derrubaram o veto; o PT planeja recorrer ao Supremo, ainda que as chances sejam remotas.
  • A família de Bolsonaro aposta na liberação e pode defender algum indulto para beneficiar outros condenados ligados ao episódio de 8 de janeiro.

Jair Bolsonaro pode deixar a prisão em regime fechado no início do próximo ano, conforme previsões de parlamentares envolvidos na aprovação de uma nova lei. A norma reduz as penas de condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando houve invasões a sedes do Congresso, do governo e do Supremo Tribunal.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Em tese, caberia cumprir de 6 a 8 anos em regime fechado. O desconto depende da execução das regras, com a definição da progressão de regime a cargo do relator do processo no STF, Alexandre de Moraes, que também fez parte dos magistrados consultados pela comissão que elaborou a modulação das penas.

O governo acompanhou as negociações do texto, mesmo com resistência inicial. Lula vetou o projeto quando foi aprovado pelo Congresso, mas o veto foi derrubado por Câmara e Senado. O PT informou que irá recorrer ao STF, embora a percepção entre líderes de que a chance de êxito seja limitada permaneça.

A família de Bolsonaro também espera pela liberação precoce. Existe a possibilidade de mobilizar o Congresso para promover algum tipo de indulto que beneficie os condenados pela participação no 8 de janeiro, conforme apontam integrantes ligados ao entorno do ex-presidente.

Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, tem defendido, em comícios, a ideia de uma negociação de perdão durante a transição entre eleição e fim do ano. O objetivo, segundo ele, seria livrar todos os beneficiados pela redução de penas.

A atuação dos Bolsonaro na política do Senado e da Câmara durante as tratativas do projeto gerou debates sobre a influência de acordos entre poderes. Parlamentares afirmam que a tentativa de incluir anistia foi deixada de lado em favor da redução de penas.

A discussão envolve cenários legais, políticos e institucionais. O STF é apontado como determinante para confirmar ou ajustar o ritmo da progressão de regime, com decisões que podem impactar o tempo de cumprimento da pena.

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