- A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República alertaram a defesa de Daniel Vorcaro de que as declarações apresentadas até então eram insuficientes para a delação premiada.
- Vorcaro pretendia finalizar o acordo em abril, mas não reuniu todas as informações solicitadas, incluindo dados sobre o destino do dinheiro desviado e os laranjas do esquema.
- Também faltavam nomes de autoridades supostamente envolvidas com o Banco Master, que teriam ligação com os Três Poderes da República.
- A delação precisa trazer elementos novos para ser considerada válida; por isso os órgãos cobraram mais informações para a proposta de colaboração.
- Vorcaro está preso preventivamente desde o dia quatro de março, no contexto da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília; a análise dos anexos entregues pode levar meses.
Pouco antes de a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República receberem os anexos da delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, as autoridades alertaram a defesa de que as declarações apresentadas até ali eram insuficientes. A informação aponta para a necessidade de dados adicionais para validar a colaboração.
Segundo apuração, Vorcaro pretendia fechar o acordo em abril, mas não havia apresentado todas as informações necessárias. Questionamentos envolviam o destino de dinheiro supostamente desviado e a identificação de laranjas no esquema, além de detalhar gastos com os valores investigados.
A PF também cobrava a identificação de autoridades supostamente envolvidas com o Master dentro dos Três Poderes. A delação deve trazer elementos novos para que seja considerada válida pela Justiça.
Próximos passos
Com os anexos entregues, os investigadores farão a triagem do material descrito em um pendrive. A análise pode levar meses, pois envolve checagem de consistência probatória e confronto entre o conteúdo e o que já consta nos autos.
A PF e a PGR precisam avaliar quanto Vorcaro poderá provar com as confissões, bem como a necessidade de diligências adicionais. A acusação confrontará as informações apresentadas com o que já está nos autos. Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao BRB.
Entre na conversa da comunidade