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TCU adia julgamento sobre ação que cria teto duplex para supersalários

TCU adia julgamento de ação que pode criar teto duplex para supersalários em cargos de confiança da Câmara, do Senado e do TCU

Entidade tenta brecha para cargos de confiança na Câmara, no Senado e no próprio TCU
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  • O Tribunal de Contas da União adiou o julgamento de ação apresentada pelo Sindilegis que busca driblar o freio aos supersalários e criar um “teto duplex” para cargos de confiança no Legislativo federal e no próprio TCU.
  • Não há previsão para uma nova sessão de julgamento; o relator, ministro Walton Alencar, pediu a retirada da pauta a pedido de colegas, sem citar nomes.
  • A ação visa aplicar a brecha no teto constitucional para cargos de confiança na Câmara, no Senado e no TCU.
  • O tema surge após o Congresso ter aprovado penduricalhos para funcionários da Câmara e do Senado, vetoed pelo presidente Lula; o STF também ordenou revisão de supersalários e proibiu novas leis que autorizem verbas extrateto.
  • Em março, o STF definiu regras para a magistratura, permitindo penduricalhos e indenizações de até 70% da remuneração, o que pode levar salários a até R$ 78,7 mil.

O Tribunal de Contas da União adiou nesta quarta-feira, 6, o julgamento de uma ação que busca driblar o freio aos supersalários e criar um teto duplex para servidores. A ação visa estender o teto constitucional de R$ 46,3 mil mensais a cargos de confiança. A pauta foi retirada a pedido de colegas, segundo o relator.

O caso, sigiloso, tem como relator o ministro Walton Alencar. Ele solicitou a retirada da matéria, sem citar nomes, o que interrompeu a análise no plenário sem previsão de nova data.

A iniciativa foi apresentada no mês passado pelo Sindilegis, Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU. A entidade busca manter a brecha para cargos de confiança na Câmara, no Senado e no próprio TCU.

Contexto recente

Em 3 de fevereiro, o Congresso aprovou penduricalhos para funcionários da Câmara e do Senado, com gratificações de desempenho que poderiam dobrar proventos e folga remunerada. A proposta foi vetada pelo presidente Lula.

Dois dias depois, o ministro Flávio Dino, do STF, ordenou que órgãos públicos revisassem o pagamento de supersalários em todos os níveis. Também proibiu a edição de novas leis que autorizem verbas extrateto, caracterizando um alerta ao tema.

Em março, o STF definiu regras para a magistratura, autorizando penduricalhos e indenizações de até 70% da remuneração de juízes, promotores e procuradores. As remunerações podem chegar a aproximadamente R$ 78,7 mil.

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