- A Polícia Federal considera a delação enviada por Daniel Vorcaro como “muito ruim” e aponta que precisará de ajustes para ser aceita pela PF e pela PGR.
- A PF pediu ao ministro André Mendonça que o banqueiro volte à Penitenciária Federal de Brasília, às margens do Complexo da Papuda.
- Vorcaro foi transferido para a sede da PF em 19 de março e, em 23 de março, passou a ocupar a mesma cela onde ficou Bolsonaro.
- A quinta-feira, 7 de maio, marcou nova fase da Operação Compliance Zero, com a PF mostrando ter muita informação sobre o esquema, o que sustenta a posição de que a delação precisa ser ajustada.
- Os advogados apresentaram a primeira proposta de colaboração; as negociações com a PF e a PGR devem continuar, com pedidos de novos ajustes.
A Polícia Federal comunicou que pretende trazer o banqueiro Daniel Vorcaro de volta à Penitenciária Federal de Brasília, no Complexo da Papuda. A solicitação ocorre no contexto de negociações para um possível acordo de delação premiada, iniciado após a transferência de Vorcaro para a sede da PF em Brasília em março deste ano. A PF aponta a necessidade de ajustes na proposta de colaboração para que seja aceita pela instituição e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Investigadores da PF avaliam que a delação apresentada por Vorcaro é inadequada e precisa passar por revisões para avançar. A avaliação foi repassada aos advogados de defesa durante a nova etapa de tratativas, que envolve a PF e a PGR. A instância de Mendonça, relator do caso no STF, também está envolvida nas decisões sobre o tratamento do acordo.
A mudança de Vorcaro ocorreu em 19 de março, quando foi transferido da penitenciária para a sede da PF. No dia 23 de março, ele passou a ocupar celas no mesmo local onde ficou preso o ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme reportagens anteriores. A PF investiga um esquema criminoso relacionado ao banqueiro dentro da operação conhecida como Compliance Zero, cuja última fase foi registrada na quinta-feira (7).
Avanço nas negociações
A PF informou que tem dados relevantes sobre o que vem sendo descrito como o núcleo do esquema. A organização das informações e o andamento das tratativas de colaboração premiada dependem de novos ajustes solicitados pela PF e pela PGR, com a defesa envolvida na primeira proposta apresentada recentemente.
Um investigador destacou que Vorcaro está em posição fragilizada na negociação e não decide sozinho o conteúdo do acordo. A situação exige conformidade com as exigências da PF e da PGR para que o acordo tenha condições de ser homologado.
Entre na conversa da comunidade