- A PF mira Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, como alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 7 de maio de 2026.
- A decisão do ministro André Mendonça, do STF, decretou prisão temporária de Felipe por cinco dias.
- Imagens de segurança no Condomínio Terravista, em Trancoso, Bahia, mostram Felipe na área da piscina por volta das 5h13, pegando o celular às 5h38 e deixando o local com um carrinho de golfe às 5h41, pouco antes da chegada da PF.
- A PF sustenta que a saída não teve características normais, com quarto aberto, ar-condicionado ligado, roupas de cama desarrumadas e pertences pessoais deixados para trás, e sem celulares ou computadores encontrados.
- Mendonça afirma que o episódio indica possível tentativa de frustrar a atuação estatal, justificando a prisão para evitar ocultação de provas; Felipe teria atuado no núcleo financeiro-operacional e deixou a presidência da Green Investimentos S.A. um dia após a primeira fase.
A Polícia Federal deflagrou a nova fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (7), mirando Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. A prisão temporária de cinco dias foi decretada pelo STF.
Em operação anterior, câmeras do Condomínio Terravista, em Trancoso, Bahia, mostraram um homem com traços de Felipe saindo da área da piscina em um carrinho de golfe por volta das 5h40. A cena aponta para uma saída não rotineira.
Para a PF, a ação reforça a necessidade da detenção temporária. A hipótese é de tentativa de obstrução da atuação estatal e de destruição de provas. Felipe deixou a presidência da Green Investimentos S.A. um dia após a primeira fase da ação.
Elementos da movimentação e material apreendido
Segundo a decisão, o quarto estava aberto, ar-condicionado ligado e roupas de cama desarrumadas, com pertences pessoais deixados para trás. Não foram localizados celulares nem computadores pessoais na residência, o que, na visão da PF, indica retirada seletiva de itens relacionados à investigação.
Cançado é apontado pela PF como integrante do núcleo financeiro-operacional da organização criminosa. A decisão aponta participação na estruturação de operações societárias e de repasses mensais sob investigação. A prisão busca evitar ocultação de provas e permitir o andamento das diligências.
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