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Sogra do governador de Goiás é presa em operação da PF contra migração ilegal

Polícia Federal prende sogra do governador de Goiás em operação contra migração irregular para os EUA; governo afirma que o caso não envolve o chefe do Executivo

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  • A Polícia Federal prendeu Maria Helena de Souza Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, na operação Travessia, que investiga migração irregular para os EUA.
  • O governo de Goiás afirmou que o caso não tem relação com o governador ou o Executivo estadual.
  • A PF aponta cinco organizações criminosas envolvidas na promoção das travessias, com 11 mandados de busca e apreensão e 7 prisões preventivas nos estados de Goiás e Amapá.
  • A investigação indica que, ao menos, 477 brasileiros ingressaram de forma irregular nos Estados Unidos, podendo chegar a mais de 600 vítimas.
  • Os grupos teriam organizado toda a logística da viagem, incluindo uso de empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos.

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 7, Maria Helena de Souza Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela. A prisão ocorre durante a operação Travessia, que apura esquema de migração irregular de brasileiros para os Estados Unidos. O governo de Goiás afirmou que o caso não envolve o governador nem o governo.

A PF informou que a ação mira cinco organizações criminosas ligadas à promoção de travessias ilegais. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva em Goiás e no Amapá.

Segundo a investigação, os grupos organizavam a logística completa da viagem, desde a saída do Brasil por via aérea até a passagem por países da América Central, como México e Panamá, para depois cruzar a fronteira com os Estados Unidos.

As apurações indicam ainda o uso de empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos, envolvendo pelo menos 477 brasileiros que teriam sido autorizados a entrar irregularmente no território norte-americano, com a possibilidade de o número subir além de 600 vítimas.

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