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Chefe da PF lê discurso de Lula que liga Master a fraudes do governo Bolsonaro

Discurso lido por Andrei Rodrigues atribui fraudes ligadas ao Banco Master a início no governo anterior, reforçando combate à corrupção pela PF

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  • Discurso lido pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante formatura de 642 agentes na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, atribuiu ao governo anterior as fraudes do Banco Master que, segundo Lula, só passam a ser investigadas no atual governo.
  • O texto foi lido por Andrei em nome de Lula, que reforça discurso de combate à corrupção e critica a gestão de Jair Bolsonaro.
  • O discurso afirma que houve interferência anterior em operações da PF para blindar familiares e aliados, prática que, segundo ele, ficou no passado.
  • A fala menciona a operação Compliance Zero, 5ª fase, com foco no senador Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro de Bolsonaro.
  • Além de Andrei, estiveram na cerimônia o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e o ex-presidente da Suprema Corte, Ricardo Lewandowski, em meio à agenda com a comitiva presidencial.

Um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi lido nesta sexta-feira (8) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante a formatura de agentes da PF em Brasília. O texto atribui as investigações sobre o Banco Master a fraudes iniciadas no governo anterior.

A leitura ocorreu na Academia Nacional de Polícia, em Brasília, diante de uma plateia de 642 formandos. Lula não pôde comparecer, e quem leu o discurso foi o chefe da PF, que também integrava a comitiva presidencial na visita aos Estados Unidos.

No discurso, a PF é apresentada como em estágio atual de fortalecimento, destacando a independência da instituição em relação a gestões anteriores. O texto ressalta mudanças de postura na direção, na definição de operações e na relação com autoridades.

Desdobramentos

A fala menciona a operação em curso relacionada ao Banco Master, ligada à quinta fase da Operação Compliance Zero, com foco no senador Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro e atual presidente do PP. O objetivo é esclarecer o uso de estruturas políticas em investigações.

O discurso também faz menção à investigação envolvendo a atuação de figuras ligadas a fraudes, afirmando que o combate às facções alcança áreas até então consideradas imunes às grandes elites. A defesa da atuação firme da PF é apresentada como prioridade do governo.

Além de Andrei, participaram do evento o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e integrantes da comitiva que acompanhou Lula em viagem aos EUA. O ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski discursou anteriormente, ressaltando a PF como instituição de Estado.

No encerramento da cerimônia, a PF formou 642 novos agentes, reforçando o contingente da instituição para dar continuidade às investigações e à atuação preventiva na segurança pública do país.

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