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Ciro Nogueira classifica operação da PF como perseguição política

PF deflagra nova fase da Operação Compliance Zero contra Ciro Nogueira por suposta propina ao Master; senador afirma perseguição política

Senador Ciro Nogueira — Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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  • A Polícia Federal deflagrou a nova fase da Operação Compliance Zero, com prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão em quatro estados, concentrando-se em endereços residenciais do senador Ciro Nogueira.
  • A investigação aponta relação de benefício mútuo entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro, dono do banco Master, com suspeita de mesadas entre R$ 300 mil e R$ 500 mil para atuação favorável ao banco no Congresso, incluindo a emenda Master que ampliou a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.
  • A ação não atingiu o gabinete de Nogueira no Senado; os agentes recolheram o celular do parlamentar e outros documentos durante as diligências.
  • Nogueira negou irregularidades, classificou a operação como ataque político e afirmou estar “completamente indignado” em postagem nas redes sociais.
  • A PF também aponta que a proposta de ampliar a cobertura do FGC foi escrita pela assessoria do Master, e o irmão do senador também é alvo da operação, devendo usar tornozeleira eletrônica.

Na última quinta-feira (7), a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, cumprindo mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em quatro estados. Os trabalhos foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF.

Entre os alvos, estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master. A PF aponta relação de benefício mútuo entre eles, com indícios de pagamento de mesadas ao político.

A ação não atingiu o gabinete de Nogueira no Senado; as diligências ocorreram em endereços residenciais. Os agentes recolheram o celular do senador e documentos, ampliando o conjunto de evidências em apuração em curso.

Segundo a investigação, a suposta propina variaria entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, em troca de atuação favorável ao Master no Congresso, incluindo a chamada emenda Master, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

A defesa de Nogueira negou as acusações, afirmando que não houve irregularidades. Em nota, o senador classificou a operação como ataque político motivado por seu desempenho eleitoral, descrevendo-se como “cidadão completamente indignado”.

A PF também aponta que a proposta para ampliar a cobertura do FGC teve origem na assessoria do Master, conforme apontado pela investigação. Outro desdobramento envolve o irmão de Ciro Nogueira, alvo da operação, que deverá usar tornozeleira eletrônica.

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