- Defesa de Ciro Nogueira, representada pelo advogado Kakay, afirma que o senador não recebeu repasse nem “mesada” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- A Polícia Federal identificou pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil supostamente coordenados por Vorcaro em favor de Nogueira.
- Investigações apontam troca de mensagens entre o primo de Vorcaro e Daniel Vorcaro discutindo os valores; a BRGD S.A. seria a origem dos recursos e a CNLF Empreendimentos Imobiliários, vinculada ao senador, teria recebido os valores.
- Na quinta fase da Operação Compliance Zero, foram realizadas buscas na residência do senador em Brasília e apreendidos um celular e um tablet.
- Kakay afirmou que uma eventual quebra do sigilo bancário de Ciro Nogueira poderia beneficiar a defesa, gerando a prova negativa necessária.
Em entrevista à CNN, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, informou que a defesa do senador Ciro Nogueira nega qualquer repasse ou mesada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Kakay, não houve dinheiro direto na conta de Nogueira.
A Polícia Federal apura pagamentos mensais entre 300 mil e 500 mil reais, coordenados por Vorcaro, segundo as investigações. As transações teriam como origem a BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, e destino à CNLF Empreendimentos Imobiliários, administrada formalmente pelo irmão de Nogueira.
A PF aponta que as transferências seriam parte da chamada parceria BRGD/CNLF. Ainda segundo as apurações, a CNLF recebeu os recursos, enquanto a BRGD seria a origem dos valores, envolvendo relações com o senador.
Na quinta-feira passada, a PF deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, com atuação sobre o senador Ciro Nogueira. A ação contou com buscas na residência em Brasília e apreensão de celular e tablet de Nogueira.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a operação, que também envolve o suposto benefício a ações ligadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro. As investigações apontam participação de pessoas ligadas ao núcleo político.
Em meio às diligências, Kakay disse que a quebra de sigilo bancário de Nogueira poderia auxiliar a defesa, destacando a necessidade de provas para esclarecer a origem dos recursos.
Operação, verificação de provas e próximos passos
A defesa afirma que a ausência de repasses seria comprovada pela quebra de sigilo bancário. Ainda segundo Kakay, o objetivo é esclarecer a relação entre as empresas envolvidas e o parlamentar.
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