- Após a decisão da Suprema Corte no caso Callais, estados do sul aceleram o redesenho de mapas congressionais para favorecer eleitores brancos, reduzindo a participação de eleitores negros em distritos-chave.
- Louisiana ordena que a eleição congressiona em curso seja suspensa para que legisladores reescrevam os mapas, visando eliminar um distrito de maioria Democrata na região de Baton Rouge.
- Alabama aprova sessão extraordinária para permitir ignorar resultados de primárias caso tribunais retirem a suspensão ao redistritamento.
- Tennessee avança com a eliminação do único distrito Democrata restante na área de Memphis; Mississippi pode realizar a redistritação no capitólio antigo, usado pela Câmara local, para reduzir a influência de candidatos negros.
- Flórida aprovou um novo mapa que concentra eleitores negros em quatro distritos no sul da Flórida e em Orlando, eliminando outros distritos com maioria Democrata.
Dois dias após a decisão da Suprema Corte dos EUA no caso Callais, estados do sul aceleram o redesenho de mapas eleitorais para reduzir a vantagem de eleitores negros. As mudanças visam consolidar distritos com maioria branca, alterando a composição de câmaras e gabinetes.
Na Louisiana, o governador ordenou a suspensão das eleições para redesenhar os mapas, buscando eliminar um distrito com maioria democrata e preencher com uma configuração que diminua a participação negra. A ação ocorre no âmbito de um comitê legislativo e pode atrasar a eleição em curso.
Em Alabama, a Assembleia dominada pelos republicanos abriu uma sessão especial para permitir que resultados primários sejam anulados caso tribunais retirem a liminar sobre o redesenho. O objetivo é manter a possibilidade de revisão dos distritos conforme decisões judiciais.
Na Flórida, legisladores realizaram sessão especial de redistritamento e aprovaram um mapa que concentra eleitores negros e pardos em quatro distritos, com oclusão de outras áreas onde há maioria democrata. A secretária de Estado não divulgou mapas com antecedência aos legisladores.
Mississippi convocou sessão no futuro para revisar o atual mapa, em que um único distrito mantém uma representatividade negra. O projeto prevê deixar o prédio do antigo capitólio, em Jackson, como sede de reuniões durante o processo, gerando críticas sobre simbolismo e impacto político.
Tennessee aprovou, em sessão especial, a passagem de novos mapas para o Congresso, direcionando o mapa para ampliar a participação branca. Durante a votação, houve tumulto no plenário, com protestos de apoiadores e transeuntes, sinalizando forte contestação pública.
Analistas apontam que a rapidez dos movimentos remete a estratégias da era de segregação para ampliar poder de votos brancos. Organizações de direitos eleitorais trabalham para contestar as mudanças, com ações judiciais previstas.
Na prática, ativistas afirmam que as alterações podem reduzir a possibilidade de participação de eleitores negros em eleições futuras, ampliando o risco de descrédito institucional. Observadores ressaltam que os trâmites legais devem respeitar prazos constitucionais e normas de comitês.
Diante do cenário, grupos comunitários planejam ações de mobilização para acompanhar as mudanças, com foco em transparência, participação cívica e mecanismos legais disponíveis para contestação. As ações legais devem esclarecer se houve violação de direitos ou de normas estaduais.
Entre na conversa da comunidade