- MP de São Paulo abriu inquérito para investigar suposto capacitismo institucional do secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano do Sul, Mauro Roberto Chekin, após declarações sobre inclusão de pessoas com deficiência.
- A ação foi protocolada por parlamentares do PSOL em nome da deputada federal Sâmia Bomfim e da vereadora Bruna Biondi, e apura discriminação, capacitismo institucional e omissão de políticas públicas.
- Chekin disse, em audiência pública, que a inclusão de pessoas com deficiência no esporte é um “problema” e citou um caso envolvendo uma menina que usa fralda.
- O Ministério do Esporte classificou as falas como capacitistas e informou que buscará orientação técnica para ações de inclusão junto à prefeitura. O Comitê Paralímpico Brasileiro também repudiou as declarações.
- A Prefeitura de São Caetano do Sul afirmou ter compromisso com políticas de inclusão, destacando investimentos e parcerias em programas de inclusão e ações como o Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento, Apoio e Reabilitação (Cuidar).
O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar possíveis práticas de capacitismo institucional envolvendo o secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude de São Caetano do Sul, Mauro Roberto Chekin. A ação foi solicitada por parlamentares do PSOL.
A denúncia foi apresentada em nome da deputada federal Sâmia Bomfim e da vereadora Bruna Biondi. O objetivo é investigar falas do secretário em relação a pessoas com deficiência e possíveis omissões de políticas públicas inclusivas na pasta de Chekin.
As declarações foram feitas em audiência pública na Câmara dos Vereadores de São Caetano do Sul, na última quarta-feira, dia 29. O secretário afirmou considerar a inclusão no esporte como um problema a ser cuidado com cautela.
Reações e posicionamentos oficiais
Bruna Biondi reagiu, dizendo que a inclusão é obrigação do Estado e não de pessoa física, classificando as falas como discriminação. A atuação do órgão é para verificar eventuais danos a políticas inclusivas.
O Ministério do Esporte repudiou as declarações, classificando-as como capacitistas e afirmando que o esporte deve promover inclusão, diversidade e respeito. A pasta informou que buscará orientação técnica junto à prefeitura.
O Comitê Paralímpico Brasileiro também manifestou repúdio, destacando que a inclusão é direito constitucional e requer atuação pública responsável. A cidade de São Caetano do Sul já teve papel relevante no movimento paralímpico.
A Prefeitura de São Caetano do Sul afirmou manter compromisso com políticas de inclusão e citou investimentos em saúde, educação e esporte para pessoas com deficiência. A administração mencionou ações como o Complexo Cuidar e parcerias com entidades.
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