Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF amplia trava sobre penduricalhos e proíbe reclassificações e novos benefícios

STF expande trava a penduricalhos, proíbe reclassificações e novos benefícios para evitar contorno ao teto remuneratório

Brasília (DF), 02/02/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • STF amplia restrições aos chamados “penduricalhos”, vedando revisões, reclassificações e reestruturações de cargos que possam aumentar a remuneração indiretamente.
  • Decisões, assinadas por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, complementam a determinação de 25 de março sobre teto remuneratório e verbas indenizatórias.
  • Medidas aprovadas desde o julgamento foram consideradas caminhos de drible ao cumprimento da decisão e, portanto, não produzem efeitos.
  • Atingem poderes do Judiciário, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, Advocacias Públicas e Defensorias Públicas, com proibição de pagamento em mais de um contracheque e exigência de transparência nos portais públicos.
  • Dois princípios centrais ficaram: (a) respeito ao princípio da legalidade para verbas indenizatórias e (b) regulamentação conjunta pelo CNJ e CNMP, sem delegação a outros órgãos.

O STF ampliou o alcance das restrições impostas aos chamados penduricalhos do Judiciário e de carreiras jurídicas. Em despachos assinados por Moraes, Dino, Zanin e Gilmar Mendes, o tribunal proibiu revisões, reclassificações e reestruturações de cargos, funções e comarcas que possam gerar aumento indireto de remuneração.

Os ministros atuaram em ações distintas, mas consolidaram o entendimento. O objetivo é evitar caminhos que contornem a decisão de março sobre verbas indenizatórias e vantagens funcionais. Medidas posteriores que possam driblar o veredito também ficam impedidas, segundo os despachos.

Além disso, as decisões vedam medidas como novas classificações de comarcas como de difícil provimento, desdobramentos de ofícios, mudanças em plantões e gratificações por acúmulo de função. Tais iniciativas são apontadas como possíveis formas de burlar o julgamento.

O que mudou na prática

Os despachos classificaram tais ações como sem efeitos desde a data do julgamento do Plenário (25/03/2026). Implicam que alterações adicionais não podem produzir ganho financeiro indireto para servidores, ministérios e órgãos vinculados.

A decisão enfatiza que verbas indenizatórias devem respeitar a legalidade. Caberá ao CNJ e ao CNMP regulamentar conjuntamente quais pagamentos são admitidos e quais limites devem ser observados, sem delegação a Tribunais Superiores.

Os ministros reforçam a necessidade de transparência: valores pagos devem constar de portais públicos e ficar disponíveis para consulta. A prioridade, segundo os despachos, é manter a racionalidade administrativa e a responsabilidade fiscal.

Os textos destacam que medidas de contorno à decisão não podem se apoiar em artifícios de equiparação salarial entre órgãos. A atuação visa evitar distorções e manter o equilíbrio fiscal do setor público.

As ações, assinadas por Moraes, Dino, Zanin e Gilmar, circulam dois dias após um conjunto de decisões coordinadas. A pauta envolve a responsabilização de presidentes de tribunais e chefes de órgãos por verbas indenizatórias não autorizadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais