- O governo de Donald Trump apresentou recurso contra decisão da Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos que derrubou a tarifa global de dez por cento sobre importações.
- A corte decidiu, na quinta-feira, que Trump não tinha autoridade legal para impor o aumento generalizado de tarifas com base na Seção cento e vinte e dois da Lei de Comércio de mil novecentos setenta e quatro.
- O placar ficou dois a um, com um magistrado divergindo sobre a hora de uma vitória definitiva às empresas que moveram a ação.
- Mesmo assim, a corte determinou o bloqueio das tarifas para os autores do processo, que incluem duas pequenas empresas e o estado de Washington.
- O recurso ocorre poucos dias antes de uma reunião entre o presidente americano e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, onde as tensões comerciais devem entrar na pauta.
O governo do presidente Donald Trump apresentou nesta sexta-feira um recurso contra a decisão da Corte de Comércio Internacional dos EUA, que considerou ilegal a tarifa global de 10% sobre importações. A medida foi questionada juridicamente pela primeira instância do tribunal.
A decisão, divulgada pela Reuters, ocorreu na quinta-feira (7) e apontou que Trump não tinha autoridade legal para impor o aumento generalizado das tarifas com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O veredito teve o placar de 2 a 1.
Mesmo assim, a corte manteve o bloqueio das tarifas para os autores do processo, composto por duas pequenas empresas e o estado de Washington. A medida representa novo desafio à política tarifária defendida pelo presidente.
Repercussões e contexto
O recurso entra em cena dias antes de uma reunião entre Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, na qual as tensões comerciais devem voltar à pauta. O caso, segundo analistas, pode influenciar as negociações e o clima de atividades comerciais.
A decisão abre espaço para desdobramentos jurídicos e políticos, com repercussões sobre a estratégia de tarifas adotada pela administração. Observadores apontam que o tema segue central para as relações EUA-China e para o equilíbrio econômico doméstico.
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