- Anna Christina Kubitschek, presidente do Memorial Juscelino Kubitschek, afirma que a hipótese de assassinato do avô não pode ser ignorada.
- Novo relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos aponta que Juscelino Kubitschek teria sido assassinado, e não vítima de um acidente com um Opala e um ônibus em 22 de agosto de 1976.
- A família destaca que os elementos reunidos ao longo dos anos indicam que o fato deve ser entendido no contexto político da época e requer transparência histórica.
- Houve divergência entre comissões: em 2013 a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog indicou conspiração e atentado político, enquanto a Comissão Nacional da Verdade, em 2014, não encontrou evidências de homicídio doloso.
- O Ministério dos Direitos Humanos informou que o relatório da CEMDP está em avaliação e que a votação ainda não ocorreu; a reabertura do processo foi anunciada pelo governo.
O Memorial JK comunicou que a hipótese de assassinato de Juscelino Kubitschek não pode ser ignorada. Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente, disse que a reabertura do debate aproxima a verdade histórica no Brasil. A fala chegou após a CEMDP apresentar um relatório.
Segundo a nota, os elementos reunidos ao longo dos anos indicam que a morte não pode ser analisada isoladamente do contexto político da época. JK era líder cassado pelo regime militar e figura central da Frente Ampla pela redemocratização.
A família afirma que o Brasil precisa enfrentar sua história com coragem e transparência. Caso a CEMDP conclua que JK foi alvo de atentado, seria um reconhecimento histórico para o país e para as vítimas da violência do Estado.
Novo Relatório
A CEMDP revisa os fatos da morte de Juscelino e sustenta que ele foi assassinado. Detalhes da investigação não foram divulgados pela relatora Maria Cecília Adão. O Ministério dos Direitos Humanos informou que o estudo está em avaliação.
A nota oficial da pasta ressalta que as decisões sobre o reconhecimento de desaparecidos políticos dependem de votação em reuniões da CEMDP. O relatório está em análise pelos membros e ainda não foi votado.
Maria Cecília disse que a CEMDP trabalha com pesquisadores para oferecer um relatório sobre o caso e manter familiares informados sobre as apurações. O público ainda não recebeu o conteúdo final.
Divergências entre comissões
Em 2013, a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog indicou que JK e o motorista Geraldo Ribeiro teriam sido vítimas de conspiração e atentado político. O relatório apontou que Ribeiro perdeu o controle do Opala após um disparo.
Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade afirmou não haver documentos que comprovassem um homicídio doloso. O grupo destacou lacunas nas evidências e nos laudos apresentados à época.
A CNV também analisou um fragmento metálico encontrado no crânio de Ribeiro, que acabou sendo identificado como cravo de caixão, não como prova de atentado. O governo federal e a CEMDP decidiram reabrir a apuração recentemente.
Anna Christina Kubitschek divulgou integralmente a nota com o posicionamento do Memorial JK, reiterando a importância de ouvir as famílias e avançar na verdade histórica do país.
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