- A nova rodada da Genial/Quaest de 2026 começou na sexta-feira, oito, com divulgação prevista para a quarta-feira, treze, e registro no TSE feito na quinta-feira, sete.
- Serão 2.004 entrevistas presenciais, em todo o país, com modelagem de três estágios e margem de erro máxima de dois pontos percentuais, a 95% de confiança.
- Pesquisas anteriores mostraram avanço de Flávio Bolsonaro e maior equilíbrio frente a Lula em cenários de segundo turno, com o senador às vezes à frente dentro da margem de erro.
- A Quaest pode indicar se Lula estabilizou seus índices de apoio e qual espaço surge para candidaturas alternativas à polarização entre petismo e bolsonarismo.
- O estudo ocorre após encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e após operação envolvendo o ex-ministro Ciro Nogueira no caso Master.
A Genial/Quaest divulgaria na próxima semana uma nova rodada da pesquisa nacional sobre a corrida presidencial de 2026. O levantamento, registrado no TSE, será divulgado na quarta-feira, 13, e chega após recentes sinais de leve inclinação a favor de Flávio Bolsonaro frente a Lula.
A disputa ganha repercussão após encontros internacionais envolvendo o presidente Lula e o ex-presidente dos EUA, além de desdobramentos políticos internos, como a derrota de Jorge Messias e a operação ligada ao caso Master. O clima político sugere interesse público elevado na leitura de cenários.
A pesquisa chega em um momento em que institutos indicam cenários de segundo turno apertados entre Lula e Flávio Bolsonaro, com variações regionais de apoio e uma parcela relevante de eleitores indecisos. A Quaest é vista como termômetro do ambiente eleitoral.
Contexto
A Quaest iniciou, na sexta-feira, 8, uma nova rodada de entrevistas presenciais em todo o país. O TSE já recebeu o registro da pesquisa, que terá 2.004 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais. O trabalho de campo ocorrerá com visitas domiciliares.
Entre os critérios, o estudo adota amostragem em três estágios: sorteio de municípios, seleção de setores censitários do IBGE e quotas de sexo, idade, renda e escolaridade. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.
A dinâmica Lula x Flávio passa a ser o eixo da divulgação, com foco na força regional de Lula no Nordeste e na possível transferência de votos para o senador bolsonarista. O estudo também observa cenários com candidaturas alternativas àpolarização.
Metodologia e perfil da amostra
A pesquisa utilizará dados do TSE, IBGE e PNAD Contínua para calibrar renda e perfil demográfico. A amostra terá 53% de mulheres e 47% de homens, com 31% entre 16 e 34 anos, 46% entre 35 e 59, e 23% com 60 anos ou mais.
O objetivo é medir intenções de voto, rejeição e indecisos, além de analisar o efeito de cenários hipotéticos de segundo turno. O estudo também avalia o espaço para candidaturas não polarizadas na leitura do pleito de 2026.
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