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Mulheres em cargos de liderança na Fazenda de SP: onde estão?

Desigualdade de gênero persiste na Secretaria da Fazenda de São Paulo: apenas uma de seis subsecretarias tem mulher na liderança, e nenhuma diretoria da Receita Estadual é chefiada por elas

O quadro atual não reflete falta de qualificação feminina, mas sim decisões que têm reduzido a presença de mulheres nos espaços de liderança, afirma a articulista
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  • Mudanças promovidas pelo secretário Samuel Kinoshita resultaram na exoneração de mulheres de cargos de alta gestão, substituídas por homens, em áreas como a Escola de Governo, Assessoria de Captação de Recursos e Diretoria de Arrecadação e Cobrança.
  • Hoje a Secretaria da Fazenda tem seis subsecretarias, e apenas uma é ocupada por mulher; na Receita Estadual, que conta com oito diretorias, nenhuma é chefiada por mulher.
  • Das dezoito Delegacias Tributárias, apenas duas são lideradas por mulheres, mesmo com quase quinhentas auditoras fiscais concursadas no quadro.
  • O fato não é atribuído à falta de qualificação feminina, e sim a decisões institucionais que reduzem a presença de mulheres em postos de liderança.
  • O governo de São Paulo tem sinalizado valorização da presença feminina em cargos estratégicos em outras áreas, como a nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli para a Polícia Militar, o que demonstra compromisso com igualdade—enquanto o serviço publico paulista ainda enfrenta entraves nesse tema.

Há redução de mulheres em cargos de alta gestão na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. A decisão, segundo informações apuradas, envolve exonerações promovidas pelo secretário Samuel Kinoshita, com substituições por profissionais homens. As mudanças ocorreram na Escola de Governo, na Assessoria de Captação de Recursos do gabinete e, mais recentemente, na Diretoria de Arrecadação e Cobrança da Receita Estadual. A medida aumenta a distância entre mulheres e postos estratégicos na pasta.

A situação é apresentada por dados internos: a Secretaria possui 6 subsecretarias, das quais apenas 1 é ocupada por mulher. Na subsecretaria da Receita Estadual, com 8 diretorias, nenhuma tem mulher à frente. Entre as 18 Delegacias Tributárias, apenas 2 são chefiadas por mulheres. O quadro é ainda contrastado pelo estoque estadual de quase 500 auditoras fiscais concursadas.

Essa configuração não é atribuída à falta de qualificação feminina, mas a decisões que reduzem a presença de mulheres em espaços de liderança dentro do órgão. Em paralelo, o governo paulista tem sinalizado valorização de mulheres em cargos estratégicos, como a nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli para o comando da Polícia Militar, a primeira mulher nesse posto em mais de 200 anos. A nomeação é apresentada como indicação de mérito e trajetória, além de compromisso com maior participação feminina em estruturas de decisão estaduais.

A presença feminina em cargos de alta gestão, segundo especialistas, não se reduz a trajetórias individuais, mas a políticas públicas que assegurem diversidade. A retirada de mulheres de postos-chave sem justificativa pública clara pode afetar a percepção institucional e a qualidade das decisões em áreas como arrecadação, fiscalização e funcionamento do Estado. O tema é contextualizado como parte de um desafio de equilíbrio de gênero que persiste no serviço público.

Promover igualdade de gênero é visto como princípio básico da administração pública, com critérios de meritocidade, impessoalidade e diversidade. A organização de liderança longe de parâmetros inclusivos pode levar a distorções de governança. A discussão aponta para a necessidade de transparência e revisão de práticas para enfrentar o que muitas referências descrevem como teto de cristal institucionalmente existente.

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