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Empresários irão propor emendas à PEC do fim da 6×1

Empresários vão apresentar ao menos seis emendas à PEC do fim da escala 6 X 1, defendendo negociação coletiva e transição de até dez anos

Prioridade dos empresários é para permissão de negociações coletivas; na imagem, lojas na rua 25 de Março, em São Paulo (SP)
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  • Empresários e sindicatos liderados pela Fecomercio-SP voltam a Brasília para tentar emplacar seis emendas na PEC do fim da escala 6 X 1.
  • O grupo busca alterações que ampliem a negociação coletiva acima da lei, incluindo definição de jornada, escala e salários por acordos entre empresas e trabalhadores.
  • Também defendem que mudanças salariais decorrentes da redução da jornada sejam negociadas por meio de acordos coletivos, com compensação econômica para as empresas.
  • Propõem regimes diferentes por setor, levando em conta atividades contínuas, sazonalidade e necessidades operacionais.
  • Acarretaram proteção para micro, pequenas e médias empresas, com regime diferenciado e possível alívio tributário, e defendem uma transição mais longa de até dez anos para implementação.
  • Na primeira caravana a Brasília, empresários de São Paulo já reuniram-se com membros da oposição e discutiram o tema durante o evento de lançamento de manifesto sobre o Simples Nacional e o MEI.

Empresários e sindicatos ligados à Fecomercio-SP voltam a Brasília nesta terça-feira (12 mai 2026) para discutir a PEC do fim da escala 6 X 1. A viagem ocorre na segunda semana consecutiva de debates sobre o tema. O objetivo é conquistar ao menos seis emendas ao texto original da proposta.

O grupo busca abrir espaço para negociações coletivas, com a defesa de alterações que permitam acordos entre empresas e trabalhadores para questões de jornada, salários e condições de trabalho. A mobilização ocorre após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que sinalizou aprovação da PEC, segundo os organizadores.

A comitiva inclui representantes do setor produtivo e de sindicatos, que viajaram a Brasília para apresentar prioridades e pedir flexibilizações que, segundo eles, evitarão custos excessivos para empresas e impactos na empregabilidade. Os debates também consideram impactos setoriais e transições graduais.

Emendas propostas

  • Negociação coletiva acima da lei: definir jornada, escala e salários por acordos coletivos, em vez de imposição legal uniforme.
  • Remuneração via acordo: alterações salariais decorrentes da redução da jornada negociadas entre empresas e trabalhadores.
  • Compensação econômica: criação de mecanismos de compensação para as empresas diante do aumento do custo trabalhista.
  • Regimes por setor: possibilidade de regras específicas para diferentes setores, considerando sazonalidade e necessidades operacionais.
  • Proteção a micro, pequenas e médias empresas: tratamento diferenciado e possível alívio tributário para manter competitividade.
  • Implementação responsável: avaliação de um período de transição mais longo, sugerindo até 10 anos, para reduzir impactos.

Última caravana a Brasília

Na primeira viagem, o grupo paulista manteve encontros com deputados da oposição e participou de um jantar de lançamento de manifesto sobre o Simples Nacional e o MEI. O objetivo era tratar, nos bastidores, do fim da escala 6 X 1 com parlamentares de diferentes agremiações.

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